Deputado José de Filippi esclarece entrevista à revista Istoé

Leia email enviado pelo deputado Filippi à revista Istoé, em que esclarece a busca por doações legais para a campanha do PT nas eleições de 2010.


Em email enviado à Istoé, o deputado José de Filippi Jr., do PT, afirma que as doações para a campanha do PT durante as eleições de 2010 foram legais. Segundo ele, o encontro com o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antonio Pagot, resultou em doações das empresas Amaggi Exportação e Importação Ltda. e Agropecuária Maggi Ltda. “A coordenação da campanha buscou constantemente doações e, ao final do processo, ainda houve uma dívida de aproximadamente R$ 28 milhões que foi assumida pelo PT e quitada em 2011”, afirma o deputado.

Filippi rechaça, no entanto, a informação de que o ex-diretor do DNIT encaminhava a ele os boletos de depósitos de empreiteiras. Todo processo de doação eleitoral é eletrônico e identificado pelas instituições bancárias. Assim, a coordenação financeira tinha acesso online aos depósitos feitos”, explicou.

Na matéria “As confissões de Pagot” , a revista Istoé desta semana traz entrevista em que o ex-diretor relata duas reuniões com Fillipi, a quem Pagot forneceu nomes e endereços de pequenas empreiteiras que colaboraram com “caixa 1” na campanha da presidenta Dilma Rousseff. Foram arrecadados, segundo ele, R$ 10 milhões, “tudo legal”.

À Istoé, Pagot ainda contou ter sido pressionado pelo ex-governador José Serra, do PSDB, a aprovar aditivos ilegais ao trecho sul do Rodoanel. “A obra, segundo ele, serviu para abastecer o caixa 2 da campanha de José Serra à Presidência da República em 2010”, diz a reportagem.

Leia a íntegra do esclarecimento feito pelo deputado Filippi:

Prezado jornalista,

Em resposta à sua solicitação, a assessoria de imprensa do deputado federal José de Filippi Jr. esclarece que:

1.   O ex-diretor do DNIT, Luiz Antonio Pagot, foi apresentado ao então coordenador financeiro da campanha, o deputado José de Filippi Jr. no comitê de campanha presidencial de 2010, no primeiro turno da eleição.

2.    A conversa tratou da proposta de Pagot da campanha receber o apoio de até três aviões do hoje senador Blairo Maggi. Tal oferta não se concretizou.

3.    Houve um segundo encontro de Filippi com Pagot, também no comitê de campanha, após a eleição da presidenta Dilma, para buscar recursos para saldar as dívidas da disputa eleitoral.

4.   Como resultado desta reunião e esforço do ex-diretor Pagot, as empresas Amaggi Exportação e Importação Ltda. e Agropecuária Maggi Ltda. doaram, respectivamente, R$ 700 mil, no dia 25 de novembro de 2010, e R$ 300 mil no dia 26 de novembro de 2010.

5.    A coordenação da campanha buscou constantemente doações e, ao final do processo, ainda houve uma dívida de aproximadamente R$ 28 milhões que foi assumida pelo PT e quitada em 2011.

6.   Não procede a informação de que o ex-diretor do DNIT encaminhava para Filippi boletos de depósitos de empreiteiras. Todo processo de doação eleitoral é eletrônico e identificado pelas instituições bancárias. Assim, a coordenação financeira tinha acesso online aos depósitos feitos.

Assessoria de Imprensa

Dep. Federal Filippi?–

PERGUNTAS FEITAS PELA ISTO É:

Prezado Pedro, seguem as questões para o deputado José Di Filippi.

Em entrevista à ISTOÉ, o ex-diretor do DNIT Luiz Antonio Pagot disse que foi procurado pelo senhor em 2010, que os senhores se reuniram no comitê central da campanha do PT, no Lago Sul, e que nesse encontro o senhor pediu para que ele ajudasse na arrecadação da campanha junto às empreiteiras. Pagot disse ainda que, depois do primeiro encontro, houve outra reunião no DNIT para tratar do tema, que ele lhe apresentou uma lista de empresas. Ele disse ainda que encaminhava ao senhor os boletos de depósito das empreiteiras e que as doações foram todas registradas.

O senhor confirma essa informação?

Att.

Claudio Dantas Sequeira?Revista ISTOÉ – Brasília

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