Desemprego deve se manter baixo até 2014, diz FGV

Indicador do grau de satisfação das empresas tem avanço de 5,0%; o ânimo para contratação tem alta de 3,7%.

Desemprego deve se manter baixo até 2014, diz FGV

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Indicador de desemprego recua 1,9% em outubro,
apura FGV (EBC)

Pesquisa de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), divulgada nesta segunda-feira (11), mostra a continuidade do desemprego baixo no País. O mercado de trabalho deve fechar o ano com índice médio de desemprego similar ao do ano passado – quando atingiu a marca histórica de 5,5%, considerado por muitos analistas como pleno emprego.

Os resultados do Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), e do Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) de outubro mostraram recuo 1,9%, o que representa a manutenção da taxa de desemprego em níveis historicamente baixos. Já o IAEmp avançou 1,2% em igual período, sinalizando pequena aceleração na contratação de mão de obra no último trimestre.

Em nota, o Ibre/FGV afirmou que “o resultado sinaliza a manutenção dos níveis historicamente baixos da taxa de desemprego observados nos últimos meses. Considerando-se médias móveis trimestrais, o indicador ratifica a tendência favorável para o início do quarto trimestre de 2013”. “O avanço do IAEmp reverte a tendência declinante que o indicador vinha apresentando nos seis últimos meses”.

A fundação destacou ainda que as classes que mais contribuíram para o recuo do ICD em outubro foram a dos consumidores com renda familiar entre R$ 2.100,00 e R$ 4.800,00, cujo Indicador de Emprego (invertido) apresentou variação negativa de 3,0%; e a dos que possuem renda familiar acima de R$ 9.600,00, com variação também negativa de 2,7%. Os resultados significam melhora na percepção em relação ao mercado de trabalho na situação atual.

Para chegar a esse resultado, os componentes do IAEmp que mais influenciaram foram o indicador que mensura o grau de satisfação das empresas com a situação atual dos negócios (apurado na Sondagem de Serviços), com avanço de 5,0%, e o indicador que mostra o ânimo empresarial para contratação nos próximos meses (apurado na Sondagem da Indústria), com alta de 3,7%.

Para o ano que vem, segundo a FGV, o mercado de trabalho deve se manter estável, ou até se reaquecer. “O desemprego deve continuar baixo em 2014, em função da Copa, com finalização de obras, movimento de turistas, mas não espero o mercado de trabalho batendo recordes”, disse a FGV.

Com informações da Agência Brasil
 

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