1º de Maio: 82,4% com carteira de trabalho assinada em 2012

Segundo estudo do IBGE, preparado para o 1º de maio, a formalização do trabalho cresceu 10,5 pontos percentuais. Em 2012, 82,4% dos trabalhadores tinham carteira assinada, contra 71,9% no início de 2003.

:: Da redação2 de maio de 2013 13:25

1º de Maio: 82,4% com carteira de trabalho assinada em 2012

:: Da redação2 de maio de 2013

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De 2003 a 2012, os trabalhadores com carteira
assinada tiveram aumento médio de ganhos
de 14,7%

Desde o início do Governo Lula, a formalização do trabalho cresceu 10,5 pontos percentuais. Em 2012, 82,4% dos trabalhadores tinham carteira assinada, contra 71,9% no início de 2003. Os dados são do IBGE, que preparou um estudo especial sobre a evolução dos empregos com carteira assinada no Brasil a partir dos dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

Do total de trabalhadores empregados no ano passado, 84,8% estavam na iniciativa privada. Analisando o percentual de empregados com carteira assinada no setor privado no universo da população ocupada total (constituída por empregados, empregadores, trabalhadores por conta própria, militares ou funcionários públicos estatutários), de 2003 a 2012, o crescimento foi de 53,6% (de 7,3 milhões para 11,3 milhões), contra um crescimento de 24,0% do total dos ocupados (de 18,5 milhões para 23,0 milhões).

Diante dessa evolução, os trabalhadores com carteira no setor privado representavam, em 2012, quase a metade dos ocupados (49,2%), enquanto em 2003 essa proporção era de 39,7%.

Domésticos

Bem antes da regulamentação da Lei que garante aos trabalhadores domésticos os mesmos direitos assegurados a qualquer trabalhador, a relação já estava bem mais profissional. A proporção de pessoas com carteira assinada passou de 35,3% (494 mil pessoas) em 2003 para 39,3% em 2012 (599 mil pessoas), representando um aumento de 21,2% (105 mil pessoas) no número de trabalhadores domésticos com carteira.

Mas, de acordo com os dados do IBGE, a profissão está atraindo menos trabalhadores. A participação dos trabalhadores domésticos no total das pessoas ocupadas, 6,6% (1,5 milhão de pessoas), apresentou queda frente a 2011 (1,6 milhão de pessoas), quando havia sido de 6,9%. Em 2003, a participação desses trabalhadores era de 7,6% (1,4 milhão de pessoas).

Salários maiores
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De 2003 a 2012, os trabalhadores com carteira assinada tiveram aumento médio de ganhos de 14,7%. O rendimento médio real habitualmente recebido pela população ocupada com carteira assinada no setor privado cresceu 14,7% de 2003 a 2012, passando de R$ 1.433,01 para R$ 1.643,30. No mesmo período, o rendimento da população ocupada total cresceu 27,2% (de R$ 1.409,84 para R$ 1.793,69).

Cabe ressaltar que, entre 2003 e 2005, o rendimento real dos empregados com carteira no setor privado ultrapassava o da população ocupada. A partir de 2006, essa relação se inverteu, com o valor do rendimento da população ocupada superando o dos empregados com carteira no setor privado. O elevado percentual de aumento do rendimento da população ocupada total foi, fundamentalmente, impulsionado pelo crescimento do rendimento dos trabalhadores por conta própria e dos empregados sem carteira no setor privado que, de 2003 a 2012, alcançaram ganhos de 39,4% e 42,8%, respectivamente.

Comércio e construção civil

Duas áreas foram destaque na geração de empregos: construção e comércio, que em 2003 registraram percentuais de 25,5% e 39,7% respectivamente, foram as atividades que mais expandiram a participação de empregados com carteira assinada até 2012: 15,4 e 13,3 pontos percentuais, nessa ordem.

Em 2012, observou-se que a indústria e os serviços prestados às empresas eram os que tinham os maiores percentuais de trabalhadores com carteira assinada dentre seus empregados: 69,7% e 70,4%, respectivamente. No comércio, essa proporção era de 53% e, na construção, os empregados com carteira respondiam por 40,8%. Avança a participação de mulheres e pretos e pardos dentre os trabalhadores com carteira.

Minorias

Em 2003, dos ocupados de cor branca, 41,2% tinham carteira assinada, ao passo que, entre os ocupados de cor preta ou parda, essa proporção era de 37,7% – diferença de 3,5 pontos percentuais. Já em 2012, essa diferença passou a ser de 0,2 ponto percentual (49,4% para brancos e 49,2% para pretos ou pardos 49,2%).

Houve também um expressivo crescimento da participação da mulher na condição de empregada com carteira de trabalho no setor privado, pois, enquanto na população ocupada a participação feminina aumentou 2,6 pontos percentuais (de 43,0% em 2003 para 45,6% 2012), a população ocupada feminina com carteira de trabalho assinada no setor privado cresceu 9,8 pontos percentuais (de 34,7% em 2003 para 44,5% em 2012).

68,7% dos empregados com carteira possuem 11 anos ou mais de estudo.

Constatou-se ainda que, de 2003 a 2012, a parcela de empregados com carteira de trabalho no setor privado com 11 anos ou mais de estudo aumentou 15,2 pontos percentuais, passando de 53,5% para 68,7%, refletindo o aumento da escolaridade da população ocupada em geral.

Entre os empregados com carteira no setor privado que não completaram o ensino fundamental (sem instrução ou com menos de 8 anos de estudo), houve redução da participação, de 26,8% em 2003 para 15,3% em 2012.

Com informações do IBGE

Veja a pesquisa completa do IBGE


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