ARTIGO

2026 – ano de renovação das esperanças do povo brasileiro, por Beto Faro

O Brasil enfrenta uma batalha central: defender um projeto que colocou o povo no centro das políticas públicas ou permitir o retorno de forças que historicamente sabotaram o desenvolvimento nacional.

Alessandro Dantas

2026 – ano de renovação das esperanças do povo brasileiro, por Beto Faro

Por desvios de finalidade e de conduta, as elites que por séculos comandaram este país conseguiram a proeza de manter em estado crônico de subdesenvolvimento um território com riquezas em níveis gigantescos, e com uma população criativa, trabalhadora, unificada na sua diversidade em torno de valores tangíveis e abstratos da rica cultura nacional.

Foi preciso um retirante nordestino assumir a presidência deste país no início do século XXI, para mostrar que podemos e merecemos ser donos do nosso destino, colocar o pobre no centro das políticas públicas, deixarmos de ser ‘quintal’, e posicionar o Brasil entres as principais nações do planeta.

Esse projeto de futuro está posto, e em execução acelerada, apesar das permanentes ações internas de sabotagem pela extrema direita, e das circunstâncias negativamente disruptivas na geopolítica global.

Mas estou convencido que, sem desprezar os riscos, o ano deverá culminar com o endosso, pela maioria da nossa população, à continuidade desse projeto. Deverão ser rechaçados os algozes históricos do povo brasileiro nas suas traduções recentes que impuseram doloroso período de infortúnio e desesperança a este país desde 2016, com mais ênfase, de 2019 a 2022.

Custo a acreditar na hipótese do retorno de um governo de extrema direita no Brasil, mas há riscos, sim! Os dois mais relevantes que estão associados: 1) a eventual aplicação no processo eleitoral da expertise desestabilizadora das agências americanas sob o atual governo daquele país; 2) a inevitável campanha de desinformação e desestabilização pelo uso massivo e degenerado das redes sociais com a participação direta da extrema direita internacional.

Não à toa, logo após ser declarado como o “enviado do messias” Flavio Bolsonaro rumou para os EUA. Ato contínuo, no dia 05 passado, matéria publicada pela revista Fórum divulgou que as eleições no Brasil passaram a ser encaradas como questão estratégica para a extrema direita mundial. A matéria tem o título: A extrema direita global prepara o cerco às eleições brasileiras e alerta que por trás das estratégias globais para o intento de desorganizar o processo no Brasil está a figura de Steve Bannon, antigo aliado dos ‘Bolsonaros’.

Mesmo diante dessa ‘guerra’ já esperada, o campo da centro-esquerda, e mesmo da direita democrática, ainda não conseguiram organizar nas redes sociais, estrutura de contra(des)informação, à altura, capaz de neutralizar os gigantescos riscos à nossa democracia.

De todo modo, as instituições brasileiras mostraram-se com musculatura suficiente para enfrentar e derrotar as tentativas de deslegitimar o processo eleitoral passado e as tentativas de golpe político pela extrema direita. Esse fato garante ao país uma garantia relativa de prevalência da normalidade democrática no próximo processo eleitoral.

A essa resiliência das instituições acrescente-se o amadurecimento da nossa população já razoavelmente ‘vacinada’ contra as ações inescrupulosas nas redes sociais. Ainda mais importante, some-se o reconhecimento da seriedade e dos compromissos do governo Lula com o desenvolvimento e as transformações do Brasil.

Um governo que recuperou a credibilidade do nosso país no mundo; que mais uma vez retirou o Brasil do famigerado Mapa da Fome; recuperou, fortaleceu e ampliou as políticas de auxílio às populações mais pobres.

Um governo que derrubou o desemprego ao menor nível da história; que contrariando as maliciosas previsões dos mercados recolocou a economia em rota de crescimento com o incremento real do salário mínimo e da renda dos trabalhadores. Enfim, Lula resgatou a esperança de vida digna para o povo brasileiro, e também, a certeza que a continuidade das estratégias presentes reúnem o potencial de finalmente derrubar o tom caricato do Brasil como o país do futuro.

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