58,9% dos assalariados da administração pública são mulheres, aponta IBGE

:: Da redação28 de maio de 2014 18:00

58,9% dos assalariados da administração pública são mulheres, aponta IBGE

:: Da redação28 de maio de 2014

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje a pesquisa do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) relativa ao ano 2012, em dados colhidos num universo de 5,2 milhões de empresas e demais organizações formais ativas. O pessoal ocupado no total de organizações, equivalente a 5,2 milhões de empresas, era composto por 57,3% de homens e 42,7% de mulheres. Mas ao analisar apenas as entidades da administração pública, referente a 0,4% do total de empresas, a pesquisa constatou que 58,9% dos assalariados são mulheres.

 De acordo com a pesquisa, em 2012, 73,4% do pessoal assalariado trabalhavam em entidades empresariais, sendo 19,1% no comércio. 57,3% eram homens e 82,3% desse público não tinha nível superior. Os salários e remunerações pagas pelas empresas totalizaram R$ 1,2 trilhão e o salário médio mensal foi de R$ 1.943,16, correspondente a 3,1 salários mínimos. Em relação a 2011, o pessoal ocupado cresceu 2,3%; o número de sócios e proprietários subiu 2,2%, para 152,5 mil estabelecimentos. O total dos salários pagos aumentou de um ano para o outro 7,1% e o salário médio mensal cresceu 2,1% em termos reais, quando a inflação é descontada. Entre

2008 e 2012, o salário médio mensal subiu 10,1%, enquanto salários e outras remunerações cresceram 35,5%.

A CEMPRE mostra que do total de empresas e outras organizações, 87,9% tinham até nove pessoas ocupadas, 10,3% possuíam de 10 a 49 pessoas; 1,4% tinham de 50 a 249 pessoas e apenas 0,4% das empresas tinham mais de 250 pessoas ocupadas. Mesmo com o predomínio das empresas de menor porte na estrutura empresarial brasileira, as organizações com 250 pessoas ou mais foram as que apresentaram as maiores participações nas variáveis analisadas: pessoal ocupado total, com 46,6%; pessoal ocupado assalariado, com 53,7% e salário e outras remunerações com 69,1%.

O tamanho das empresas refletiu nos salários. Quanto maior o porte, maiores os salários, tanto é que nas organizações com mais de 250 pessoas, o salário correspondia a R$ 2.527,11, bem acima do salário de R$ 1.010,88 pagos pelas empresas com até nove pessoas ocupadas.

O período entre 2008 e 2012, o número de empregos formais criados foi de 7,8 milhões. Os novos vínculos empregatícios foram gerados em três áreas basicamente, 23,1% no comércio, 13,2% na construção e 13,1% em atividades administrativas. Em termos salariais, em 2012 os homens receberam R$ 2.126,67 em média. As mulheres, no entanto, receberam salário médio de R$ 1.697,30, o equivalente a 79,8% dos salários dos homens. Pelo menos foram as mulheres que tiveram aumento real dos salários acima dos homens, 2,4% contra 2,0%.

Administração Pública

A pesquisa do IBGE mostrou que a participação relativa feminina, na variação de pessoal ocupado assalariado, pela primeira vez foi superior à participação masculina. Enquanto 41,5% eram homens (438,9 mil pessoas), 58,5% eram mulheres (619,8 mil pessoas). Um dado expressivo diz respeito à participação relativa dos assalariados com nível superior que é crescente. De 2011 para 2012, a participação dos assalariados sem nível superior foi de 55,9% (592,1 mil pessoas), enquanto que a participação com nível superior chegou a 44,1% (466,6 mil pessoas).

Das Agências

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