Emprego na indústria cai 0,5% em maio, valor da folha real cresce 1,7%

O total de empregados com carteira assinada na indústria teve queda de 0,5% em maio na comparação com o mês de abril, sendo o recuo mais intenso desde dezembro de 2009. Apesar desse resultado, o índice na média trimestral teve uma redução de 0,1% e permaneceu, portanto, estável desde julho do ano passado conforme pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com a redução do número de empregados, o valor da folha de pagamento real da indústria apontou expansão de 1,7% em maio, influenciada pelo impacto positivo do pagamento de participação nos lucros e resultados de algumas empresas mineradoras. O valor da folha de pagamento real do setor extrativo subiu 29,4%.

Na comparação com o mês anterior, o valor da folha de pagamento real cresceu 5,8%, a 41ª taxa positiva consecutiva. No acumulado entre janeiro e maio deste ano, de acordo com o IBGE, o valor da folha de pagamento real na indústria cresceu 2,8% e apontou ganho de ritmo em relação ao primeiro trimestre de 2013, quando o índice cresceu 1,9%.

Em relação ao comportamento do emprego na indústria, na comparação com o mês de abril, houve queda de 0,7%. Em dez dos 14 locais pesquisados, o impacto negativo foi observado na região Nordeste (-3,2%), enquanto as regiões Norte e Centro-Oeste tiveram resultados positivos de 1,4%, respectivamente.

Entre os setores que registraram queda no emprego industrial estão calçados e couro (-6,5%); máquinas e equipamentos (-3,3%), indústria de transformação (-4,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-3,5%), vestuário (-2,5%) e minerais não-metálicos (-2,2%). Os setores que apresentaram resultado positivo foram alimentos e bebidas (2,4%), borracha e plástico (2,7%), meios de transporte (0,7%) e produtos químicos (1,1%).

Com informações do IBGE

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