ARTIGO

Rebeldes sem Causa pelo Brasil, por Beto Faro

Alessandro Dantas

Rebeldes sem Causa pelo Brasil, por Beto Faro

Senador Beto Faro pretende levar preocupações ao governo federal

Antes da abordagem do tema deste primeiro artigo de 2026, não poderia deixar de expressar os meus votos genuínos de muita paz, vida digna e esperanças para o povo brasileiro, em especial, para a população do Pará. Com muita convicção manifesto as minhas expectativas na continuidade e ampliação do ciclo de avanços econômicos e sociais que o Brasil experimenta desde o retorno do Lula à presidência do Brasil.

Graças a Deus saímos do pântano, estamos em terra firma, mas precisamos decolar de vez!

O ano de 2025 encerrou com mais uma notícia do IBGE que confirma o período promissor do Brasil: a taxa de desemprego, em novembro, de 5.2%, manteve trajetória consistente de queda, atingindo o menor nível da história. E brindemos o início de 2026 com a entrada em vigor da iniciativa do governo que ampliou de R$ 2.640,00 para R$ 5 mil, a faixa de isenção do imposto de renda, com redução até pouco mais de 7.300 Reais. Serão mais de 15 milhões de brasileiros e brasileiras beneficiados com a medida.

Esse ambiente de escalada de conquistas que se descortina com o novo ano seria ainda mais esperançoso num contexto de maior harmonia e pacificação no Congresso.

Nesses termos, e reconhecendo as dificuldades ainda maiores num ano eleitoral, seria oportuno e essencialmente democrático uma oposição que consiga distinguir interesse superior do país de disputas estúpidas e comezinhas. De forma específica, apelaria aos segmentos mais radicalizados dos chamados ruralistas do Congresso Nacional para uma conduta mais altruísta e de maior cooperação em prol dos interesses superiores do país.

Obviamente não se cogita que passem a ser aliados do governo, mas, que modulem as suas ações a partir da supremacia dos interesses nacionais.

De plano os ruralistas deveriam frear as pautas bomba que costumeiramente lançam sobre o país, com a proposição e aprovação de legislações que reduzem ou revogam direitos indígenas, conspiram contra o meio ambiente e a saúde pública, incentivam a grilagem de terras, etc.

Não bastasse, esses segmentos têm contribuído de forma sistemática para a asfixia das finanças públicas, comprometendo projetos estratégicos do governo para o Brasil. E isto, mesmo na condição de interlocutores políticos dos grandes beneficiários do governo Lula aos setores produtivos: agricultores e agronegócio em geral.

Jamais na história da República um governo atuou tanto em benefício da agricultura, incluindo especialmente os grandes produtores, do que os governos do PT.

Como exemplo, segundo dados da OCDE, os governos FHC aplicaram no suporte total à agricultura, a média anual de 1.6 bilhão de dólares. Os governos Lula 1 e 2, saltaram essa média anual para 10 bilhões de dólares. Dilma aumentou ainda mais essa ajuda para 13 bilhões de dólares por ano. Com Temer, esse valor médio despencou para 7.3 bilhões de dólares. No governo Bolsonaro o valor médio despendido em subvenções ao setor foi de 7.8 bilhões de dólares. Já na média dos 2 primeiros anos do Lula3, esse valor simplesmente saltou para 15.8 bilhões de dólares, ou seja, um incremento de 102%.

Em 2024, os 162 bilhões em benefícios tributários concedidos às empresas do agronegócio representaram cerca de 50% do valor total desses benefícios. A propósito, a isenção da contribuição social sobre receitas de exportações do setor rural foi excluída do corte linear de 10% sobre os incentivos fiscais que passou a vigorar em 1º de janeiro deste ano. Portanto, sem problemas que essas frações ruralistas continuem se portando como rebeldes sem causa. Mas que evitem a sabotagem do destino afortunado do Brasil previsto até por Elon Musk.

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