Fábio Rodrigues Pozzebom - Agência Brasil

Presidente Lula e a presidente da Comissão Europeia, Ursila von der Leyen
O dia 9 de janeiro de 2025 entrará para a história como um marco para a diplomacia e a economia brasileiras, com a conclusão do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Após mais de duas décadas de impasses, a liderança do presidente Lula foi decisiva para superar as barreiras protecionistas e garantir um tratado equilibrado, que protege a indústria nacional enquanto abre as portas para um mercado de mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado de US$ 22,4 trilhões.
A conclusão se deu com a aprovação pelos europeus dos termos negociados com o Bloco do Mercosul, que prevê a eliminação de tarifas de 91% dos produtos comercializados entre os blocos e salvaguardas em setores específicos.
O desfecho favorável só foi possível graças à firmeza do governo brasileiro em renegociar pontos sensíveis que, em versões anteriores, poderiam prejudicar a soberania nacional. Sob a gestão de Lula, o Brasil garantiu salvaguardas para compras governamentais e assegurou que as exigências ambientais não fossem usadas como pretexto para sanções comerciais arbitrárias. Com o acordo, o Brasil se posiciona como um polo de atraação de investimentos, atraindo capital europeu para a neoindustrialização e para projetos de energia limpa.
O impacto na vida dos brasileiros será direto: a eliminação gradual de tarifas para produtos industriais e o aumento das quotas para o agronegócio devem gerar um impulso imediato nas exportações, sustentando o ciclo de pleno emprego e crescimento do PIB que o país atravessa. O acordo também funciona como uma vacina contra o protecionismo global, diversificando as parcerias comerciais do Brasil e reduzindo a dependência de mercados isolados. O presidente Lula celebrou a conquista como um triunfo do diálogo e do multilateralismo.
“Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre-comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões. É uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos. O acordo amplia alternativas para exportações brasileiras e investimentos produtivos europeus, simplificando regras e considerando, em primeiro lugar, o bem-estar do povo brasileiro”, declarou o presidente.
A assinatura formal do tratado está prevista para a próxima segunda-feira (12), em Assunção, no Paraguai.



