Senadores celebram acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado com protagonismo do Brasil

Texto do acordo precisa ainda ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais de cada país do Mercosul

Agência Brasil

Senadores celebram acordo entre Mercosul e União Europeia, assinado com protagonismo do Brasil

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente Lula: atuação do brasileiro para assinatura do acordo é alvo de destaque

O acordo de livre comércio assinado no último sábado (17) em Assunção, no Paraguai, entre os países do Mercosul e os integrantes da União Europeia foi comemorado pelos senadores e também reconhecido como fruto do empenho brasileiro pelo anfitrião do evento de assinatura, o presidente paraguaio, Santiago Peña. Ele destacou o caráter histórico do dia, após 25 anos de negociação em que o presidente Lula teve atuação para “unir dois dos mais importantes mercados globais”.

“Sem o presidente Lula, talvez não tivéssemos chegado a este dia. Ele foi um dos responsáveis fundamentais deste processo”, enfatizou Santiago Peña.

O senador Humberto Costa (PT-PE) esteve em Assunção para a formalização do acordo e apontou o significado da medida e a importância do presidente do Brasil neste novo capítulo da relação comercial entre Mercosul e União Europeia.

“Os dois blocos consolidam uma parceria histórica de estratégica relevância econômica para todas as nações envolvidas. É a vitória do multilateralismo e da cooperação entre nações livres e democráticas, com liderança firme do presidente Lula! Enquanto o mundo avança perigosamente na direção do unilateralismo, Mercosul e União Europeia escolhem a cooperação e firmam um acordo histórico. Após 25 anos de negociações, nasce uma das maiores áreas de livre comércio do mundo”, comemorou o senador.

A senadora Augusta Brito também comentou o papel do presidente Lula para o acordo se tornar realidade.

“A assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia é resultado do protagonismo internacional do presidente Lula e de anos de trabalho dos governos do Partido dos Trabalhadores. Para o Brasil e o Nordeste, é uma oportunidade de fortalecer o agro e a indústria nacional, gerar empregos e reduzir desigualdades regionais. Comércio precisa ser instrumento de desenvolvimento”, considerou Augusta.

A renovação da esperança no multilateralismo com um dos maiores acordos já assinados. Assim a senadora Teresa Leitão (PT-PE) definiu o novo momento da política externa brasileira e da integração entre os dois blocos. Ela também chamou a atenção para o ponto de vista estratégica do pacto.

“O acordo amplia os horizontes para o Brasil e para o Mercosul. A União Europeia reúne 27 países e junto com o bloco sul-americano tem um PIB superior a 22 trilhões de dólares. Outro ponto central são as exigências ambientais e sociais da União Europeia que podem impulsionar um novo ciclo de desenvolvimento sustentável no Brasil”, afirmou Teresa.

Já o senador Fabiano Contarato (PT-ES) avaliou a escolha feita em prol da manutenção da cooperação como ferramenta na relação entre os países.

“A assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, após mais de duas décadas de negociações, representa um marco histórico para a integração econômica entre os dois blocos. Em um cenário de crescentes tensões globais, a diplomacia brasileira segue apostando na cooperação, no diálogo e no multilateralismo. É assim que se constrói desenvolvimento: criando pontes em vez de muros”, ressaltou Contarato.

Para o senador Paulo Paim (PT-RS), a reunião de cerca de 720 milhões de consumidores em um acordo deve ser regida por valores nobres.

“Que esse acordo fortaleça a integração entre os povos, gere empregos e promova o desenvolvimento com justiça social, respeitando os direitos humanos, os direitos trabalhistas e o meio ambiente. Democracia, sempre!”, saudou Paim.

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