Mulheres

Governo Lula e bancada do PT articulam agenda de direitos e proteção às mulheres

Participação nos espaços de poder, inserção econômica e combate à violência de gênero são eixos centrais do projeto petista

Alessandro Dantas

Governo Lula e bancada do PT articulam agenda de direitos e proteção às mulheres

Teresa Leitão e Augusta Brito na luta pela igualdade de gênero

A partir de janeiro de 2023, o fortalecimento dos direitos das mulheres voltou a ser prioridade nas políticas de Estado no Brasil. O governo do presidente Lula e a bancada petista no Senado têm trabalhado para aprovar medidas importantes nas áreas de combate às desigualdades e enfrentamento da violência de gênero. As senadoras Augusta Brito (PT-CE), líder do partido no Senado, e Teresa Leitão (PT-PE) coordenam as iniciativas.

Augusta Brito (PT-CE), que comanda a Procuradoria Especial da Mulher no Senado, enfatiza que o país voltou a tratar o tema com a seriedade necessária. Ela lembra que a Procuradoria é um espaço de escuta das mulheres e de formulação de políticas. “A igualdade de gênero não é apenas uma pauta das mulheres, ela é requisito para que a democracia funcione plenamente. Quando as mulheres avançam, toda a sociedade avança junto”, afirmou a parlamentar. Para ela, o fortalecimento de políticas públicas é o único caminho para combater o feminicídio e garantir que o Brasil não retroceda em direitos já conquistados.

A senadora do Ceará lembrou o quanto a ausência de políticas estruturadas no governo passado trouxe retrocessos. “A recriação do Ministério das Mulheres, o fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência, a retomada de programas como a Casa da Mulher Brasileira e a ampliação de iniciativas de autonomia econômica mostram que o país voltou a tratar os direitos das mulheres como uma prioridade de Estado”, enumerou. Aproveitando a comemoração do Dia da Mulher, a senadora defendeu a ocupação dos espaços pelas mulheres de forma permanente. “O 8 de março é um momento importante de reflexão, mas a luta por igualdade e respeito precisa acontecer todos os dias”, acrescentou.

A convergência entre o Legislativo e o Executivo também atua na superação da desigualdade no mundo do trabalho. A senadora Teresa Leitão (PT-PE) aponta que a autonomia econômica é o eixo central para que as mulheres rompam ciclos de abuso e conquistem soberania.

“O fim da escala 6×1, especialmente cruel quando consideramos as triplas jornadas que recaem sobre nós, é uma delas. Também é urgente ampliar a presença feminina na política e nos espaços de decisão e poder. E, sem dúvida, enfrentar a violência que tanto nos alarma e mobiliza”, afirmou.

Para ela, é indispensável investir em educação para a igualdade de gênero, na geração de renda e na autonomia econômica das mulheres. “Sem isso, não avançaremos de forma consistente na construção de uma sociedade mais justa e igualitária”, disse a parlamentar.

Teresa Leitão também lançou um apelo pelo Pacto Brasil pelo Fim do Feminicídio, que coordena ações dos Três Poderes. “É essencial para uma resposta firme contra a impunidade, que reforça, naturaliza e alimenta a violência. Uma resposta rápida, articulada e firme de um Estado atento e vigilante salva vidas”, pontuou.

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