Alessandro Dantas

Teresa Leitão presidiu audiência pública para debater medidas de proteção do bioma caatinga
As comissões de Educação e de Meio Ambiente do Senado realizaram, nesta terça-feira (28/04), Dia Nacional da Caatinga, uma audiência pública para debater a proteção do bioma. O encontro foi presidido pela senadora Teresa Leitão (PT-PE). A caatinga ocupa cerca de 11% do território nacional, principalmente no Nordeste e no norte de Minas Gerais. Com vegetação adaptada ao clima semiárido, o bioma abriga cerca de 26 milhões de pessoas. Também reúne rica biodiversidade e diversidade cultural.
“É um bioma único, cuja vegetação desenvolveu estratégias de resistência à escassez hídrica, alternando período de estiagem e recuperação, evidenciando sua resiliência, como é característica do povo nordestino”, comentou a senadora.
Teresa Leitão disse que a caatinga tem sofrido com o desmatamento, queimadas e a expansão de atividades agropecuárias, “que comprometem a diversidade, os recursos hídricos e o equilíbrio climático”.
O ministro do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, João Paulo Capobianco, participou da audiência e listou medidas do governo para a proteção do bioma. São 175 ações de combate à diversificação, além da recriação de estruturas para o controle do desmatamento extintas no governo Bolsonaro. Capobianco também citou a articulação com os governos estaduais e o projeto Recatingar.
“O objetivo é promover a recuperação de 10 milhões de hectares de área de caatinga degradadas nos próximos 20 anos, numa oportunidade de ampliar a proteção, não só da paisagem natural, mas também da produtividade. Não existe possibilidade de proteção sem o envolvimento da sociedade, que precisa encontrar nessas ações fonte de emprego e renda”, explicou.
O ministro disse que há um esforço para tratar conjuntamente todos os biomas (Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, Pampa e Caatinga), uma vez que os impactos ambientais são interligados.
“O presidente Lula fez um pedido para reunir representantes de todos os biomas. Quem acha que a caatinga é menos relevante são as pessoas que nunca foram lá. É excepcional, rico, biodiverso, com diversidade cultural e funciona como sumidouro de carbono. Temos todos os elementos para colocar a caatinga no centro das atenções”, frisou.
Também participaram da audiência representantes da Embrapa, de organizações não governamentais ambientais e do Consórcio Nordeste.



