Justiça social

Primeiro de Maio: Lula lança Novo Desenrola e coloca fim da escala 6×1 como prioridade

Presidente lembrou que elite “joga contra” e quer manter privilégios à custa do povo

Ricardo Stuckert / PR

Primeiro de Maio: Lula lança Novo Desenrola e coloca fim da escala 6×1 como prioridade

Presidente Lula faça à nação por ocasião do Primeiro de Maio

Único brasileiro oriundo das classes trabalhadoras a ocupar o mais alto cargo do país, o presidente Lula reafirmou o compromisso de seu governo com medidas que melhoram a vida dos mais pobres. Em discurso nesta quinta-feira (30/04) para marcar o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, o presidente anunciou o Novo Desenrola Brasil, programa para diminuir o endividamento das famílias.

O programa oferecerá juros mais baixos para a quitação de dívidas, além de permitir a utilização de 20% do FGTS. Quem aderir não poderá gastar dinheiro em plataformas de apostas por um ano.

“As trabalhadoras e os trabalhadores poderão negociar dívidas do cartão de crédito, do cheque especial, do rotativo, do crédito pessoal e até do FIES. Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, afirmou.

No pronunciamento aos trabalhadores, Lula defendeu as medidas que beneficiam os trabalhadores, como o fim da jornada 6×1, enviada pelo presidente ao Congresso.

“Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a evolução tecnológica, milhões de brasileiros e brasileiras tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia. Para as mulheres, a situação é muito mais difícil. Elas chegam cansadas do trabalho e, na maioria das vezes, ainda precisam cuidar da casa e dos filhos. O fim da escala 6×1 vai garantir mais tempo com a família. Mais tempo para acompanhar o crescimento dos filhos, estudar, cuidar da saúde, ir à igreja, viver além do trabalho”, disse o presidente.

Lula reconheceu as dificuldades de aprovação de projetos populares, que enfrentam resistência das elites econômicas historicamente privilegiadas.

“A elite brasileira sempre foi contra melhorias para o trabalhador: o salário-mínimo, as férias remuneradas, o 13º salário. A turma do andar de cima disse que cada uma dessas conquistas ia quebrar o Brasil. E o Brasil nunca quebrou por dar direito aos trabalhadores. Sempre ficou mais forte. Porque toda vez que a vida do trabalhador melhora, a roda da economia gira com mais força, e todo mundo acaba ganhando. É isso que vai acontecer com o fim da escala 6×1 no Brasil”, argumentou.

Lula enumerou medidas do governo para melhorar a vida das pessoas, com foco nos mais pobres: a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5mil, o programa Gás do Povo, o corte nas tarifas de energia e a ampliação da licença-paternidade são exemplos de avanços conseguidos apesar da oposição ferrenha das elites.

“Cada vez que damos um passo adiante para melhorar a vida do povo brasileiro, o sistema joga contra. O andar de cima, os bilionários, a elite que só pensa em manter privilégios às custas do povo. Se dependesse do sistema, nem a escravidão teria sido abolida no Brasil”, disse o presidente lembrando o trabalho do governo para afastar os impactos da instabilidade mundial sobre o custo de vida.

“Com muito esforço, tiramos os impostos dos combustíveis, tomamos uma série de medidas urgentes para conter o aumento dos preços, garantir o abastecimento e aliviar o peso da guerra sobre as famílias brasileiras. Graças a essas ações, o Brasil tem sido um dos países menos afetados pela crise global”, afirmou.

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