Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Avanços na saúde ajudaram a subir o IDH do Brasil
O Brasil alcançou um marco histórico em sua trajetória de desenvolvimento social. Pela primeira vez, o país ingressou na categoria de nações com desenvolvimento humano “muito alto”, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Em 2024, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) brasileiro atingiu a marca de 0,805, registrando um crescimento expressivo em relação aos 0,744 computados em 2012. O principal motor para esse avanço histórico foi o desempenho da educação, o parâmetro que mais impactou positivamente a melhora do índice nacional.
O resultado reflete diretamente a retomada de investimentos estruturais e o fortalecimento de redes de proteção social promovidos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A articulação entre transferência de renda e exigências de acesso a direitos fundamentais, como saúde e educação, permitiu que o país retomasse uma rota de inclusão que havia sido severamente prejudicada nos anos anteriores.
O IDHM é uma medida estatística criada pela ONU para avaliar a qualidade de vida global dos países, com foco na vida nas cidades. O indicador varia de 0 a 1 e calcula a média geométrica de três pilares fundamentais: saúde (expectativa de vida), educação (anos de escolaridade) e padrão de vida (Renda Nacional Bruta per capita).
No Senado Federal, os parlamentares celebraram o indicador e destacaram o papel central das diretrizes do governo federal para consolidar esses números. A líder do PT na Casa, senadora Teresa Leitão (PT-PE), enfatizou o vínculo indissociável entre o crescimento do país e a justiça social, apontando o retorno das condicionalidades nos programas sociais como um divisor de águas:
“Os números são históricos e mostram a capacidade do Brasil continuar avançando. Ao mesmo tempo, deixam claro que crescimento econômico precisa caminhar junto com o combate à desigualdade social, um dos maiores desafios do país e uma das principais bandeiras do governo do presidente Lula. Não por acaso, os efeitos do Bolsa Família são citados por sua capacidade de reduzir a pobreza e pela relação direta com a educação. Vale lembrarmos que a condicionalidade da frequência escolar ajuda a garantir permanência na escola, ampliar oportunidades e romper ciclos históricos de pobreza, um mecanismo que foi abandonado pelo governo Bolsonaro e voltou a ser exigido pelo nosso governo”, disse a senadora.
A centralidade do Bolsa Família e do Sistema Único de Saúde (SUS) como pilares desse indicador também foi defendida pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE). O parlamentar ressaltou como o planejamento público focado nos mais vulneráveis é capaz de transformar a realidade de regiões historicamente negligenciadas:
“Os governos do PT sempre defenderam que desenvolvimento vai além da economia, mas garantir comida na mesa, saúde, educação, emprego e dignidade. Neste terceiro mandato, o presidente Lula retomou políticas públicas importantes e programas sociais que ajudam milhões de brasileiros e brasileiras. O Bolsa Família é um exemplo disso. Além de combater a fome, ajuda crianças a permanecerem na escola e amplia oportunidades para as famílias mais pobres, especialmente para a população negra, que teve avanços importantes na educação. O SUS também segue sendo uma das maiores políticas públicas do país, salvando vidas todos os dias e mostrando a importância da saúde pública para o desenvolvimento humano. Outro destaque é o avanço de regiões historicamente esquecidas, como o Nordeste. Isso mostra que, com investimento público e compromisso social, é possível reduzir desigualdades e construir um país mais justo para todos e todas.”
Para o senador Humberto Costa (PT-PE), o ingresso no topo do ranking do Pnud coroa um esforço de reconstrução do Estado e serve como resposta técnica e factual aos críticos das políticas de distribuição de renda:
“Eu vejo como mais uma extraordinária conquista do nosso governo, fruto de um trabalho hercúleo que o presidente Lula e sua equipe têm empreendido pelo Brasil, depois de anos de destruição com Temer e Bolsonaro. E é preciso ressaltar o impacto decisivo que o Bolsa Família tem nesse avanço, porque é um programa que retira as crianças do risco do trabalho, coloca-as nas escolas, tem uma preocupação com a educação. É, sobretudo, uma resposta a pessoas ignorantes e de má-fé que vivem de querer fazer demagogia contra o maior programa de transferência de renda da nossa história, um dos maiores do mundo em inclusão social.”
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) também comemorou o recorde, apontando a centralidade da pauta educacional para o futuro do país: “E o governo Lula segue fazendo História. Muito feliz com a notícia de que Brasil entrou pela primeira vez no grupo de países com desenvolvimento humano muito alto, segundo os dados do Pnud. O IDH do país subiu para 0,805, o maior índice da história. E saber que a educação foi a grande responsável por esse desempenho mostra que estamos no caminho certo.”



