Alessandro Dantas

Humberto Costa disse que redução do desmatamento é compromisso do governo Lula
O compromisso do governo do presidente Lula com a agenda climática global e a proteção ambiental alcançou um resultado histórico. Dados consolidados pela rede MapBiomas apontam que o desmatamento no Brasil registrou uma queda de 20,6% em 2025 na comparação com o ano anterior. O índice é o melhor registrado no país desde 2019, consolidando uma reversão estrutural frente às políticas de desregulamentação e enfraquecimento da fiscalização que marcaram a gestão de Jair Bolsonaro.
No Senado, a conquista foi recebida como uma validação da autoridade diplomática e técnica do Brasil na governança socioambiental. O senador Humberto Costa (PT-PE) ressaltou que os indicadores numéricos se somam ao protagonismo internacional reconquistado pelo país.
“Nosso governo tem um compromisso inabalável com o meio ambiente. O presidente Lula já demonstrou isso incontáveis vezes. A COP-30, que sediamos, foi um marco para mostrar essa disposição do Brasil de zerar o desmatamento até 2030 e buscar uma concertação global em torno do tema. Somos uma liderança verde mundial e estamos provando, com resultados expressivos, o nosso trabalho em favor de um planeta que possa avançar em harmonia com a natureza”, disse o senador.
A eficiência das ações de comando e controle e o fortalecimento de órgãos de fiscalização surtiram efeitos expressivos em todo o território nacional. Conforme o levantamento do MapBiomas — rede que congrega universidades, ONGs e empresas de tecnologia para monitorar a cobertura vegetal —, a retração do desmatamento foi generalizada, com destaque altamente positivo para o Cerrado, bioma que sofre forte pressão da agropecuária e que agora apresenta desaceleração na perda de vegetação nativa.
Além da queda geral de 20,6% no desmatamento em 2025, os dados do MapBiomas Alerta revelam que o Pantanal registrou a maior redução proporcional entre os biomas, enquanto estados como Maranhão, Pará e Tocantins tiveram quedas absolutas superiores a 50 mil hectares de área desmatada, e Sergipe e Alagoas reduziram seus índices em mais de 60%.
O levantamento destaca ainda uma retração de 22% na perda de vegetação nativa em Terras Indígenas e de 21,4% em Unidades de Conservação — com ênfase nas áreas de Proteção Integral, onde a queda drástica chegou a 55,8%. Por outro lado, o relatório aponta que o desmate associado à expansão urbana seguiu na contramão ao apresentar um aumento de 7% em relação a 2024, concentrando-se principalmente nos biomas do Cerrado e da Amazônia.



