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Fila do Osso, Nunca Mais!, por Beto Faro

Comparação dos preços de alimentos e da evolução do salário mínimo mostra aumento do poder de compra das famílias no governo Lula 3

Alessandro Dantas

Fila do Osso, Nunca Mais!, por Beto Faro

Na série de confrontos entre governo Bolsonaro e o govLula3, abordamos, na sequência, tema que talvez ainda seja o mais desafiador para a maioria das brasileiras e brasileiros. Trata-se do acesso pleno ao alimento.

Mesmo com o Brasil constando entre as dez maiores economias do mundo, as gigantescas desigualdades sociais no país configuradas ao longo da nossa história, ainda impõem o desafio existencial do acesso à alimentação para milhões de famílias. E, neste caso, sequer estamos tratando de alimento de qualidade que se enquadre no conceito da segurança alimentar e nutricional. Basta ser alimento.

Essa trajetória histórica colocou o Brasil na Mapa da Fome da ONU. Saímos dessa condição degradante graças à “ideia fixa”, o compromisso político supremo do presidente Lula pela melhoria das condições de vida para todo o povo deste país, em especial, do povo pobre.

Pretendemos reforçar que o govLula3 libertou os segmentos mais vulneráveis da sociedade da aviltante “fila do osso”, ou seja, Lula redimiu esses nossos irmãos e irmãs do cativeiro da fome que humilhava milhões de famílias pela privação total das condições de acesso a uma porção de comida minimamente decente.

Partimos da hipótese que o Brasil apresenta oferta alimentar interna suficiente para atender a demanda do conjunto da sua população. Ou seja, não teríamos restrições do acesso ao alimento pelo lado da oferta. O que interessa para o artigo é provar a significativa ampliação do acesso ao alimento ocorrida no govLula3 após os quatro anos amaldiçoados de Jair Bolsonaro na presidência do Brasil.

Vamos partir da hipótese simplista, para facilitar esse exercício, segundo a qual uma família com 3 membros que sobreviva com 1 salário mínimo, concentra o consumo alimentar nos produtos especificados. Segundo o IBGE esses alimentos tiveram as seguintes taxas acumuladas de inflação nos períodos Bolsonaro e Lula 3 até agostos/26(%):

arrozfeijão cariocabanana pratacontrafiléfrangocarne suinaleite l vidapão francês
Bolsonaro56,9112,998,571,378,156,963,533,8
Lula3-0,67,510,719,10,16,721,517,6

O quadro acima já é mais do que suficiente para demonstrar o quanto a vida melhorou no govLula3, no acesso ao alimento. Porém, vamos tentar quantificar essa melhora. Por razões óbvias não iremos expor os cálculos feitos. Adotamos os seguintes procedimentos: a) para cada alimento estimamos as quantidades idealmente a serem consumida por essa família, no ano; b) tomamos os preços médios de cada produto, em 2019, na cidade de São Paulo; c) com isso, foi possível o cálculo do custo total da cesta naquele ano; d) a esses valores aplicamos as taxas de inflação/Bolsonaro e chegamos aos custos específicos e total da cesta em 2022; e) procedimento similar foi feito para o período 2023/2026.

Conclusões: 1) em 2019, primeiro ano Bolsonaro essa cesta de alimentos apresentou um custo total de R$ 4.459,00, saltando para R$ 7.359,00 no ano de 2022, o último Bolsonaro; 2) não bastasse o incremento excessivo do custo da cesta de alimentos (65%) o valor do salário mínimo de 2019 a 2022 foi corrigido pela taxa de inflação, o quer dizer que não teve ganho real; 3) em 2023, primeiro ano govLula3, a mesma cesta de alimentos teve custo total de R$ 6.985,20 que avançou para R$ R$ 7.887,12 em 2026, ou seja, um incremento de 13% no período para uma variação nominal no valor do salário mínimo acima de 23%, com ganho real na renda em torno de 12%.

Portanto, longe dos anos de infortúnio Bolsonaro, no Lula3 a família hipotética teve incremento no seu poder de compra. Definitivamente não foram os alimentos os responsáveis pelo endividamento de milhares de famílias. Para muitos, quem sabe as BETS? Fato é que a vida melhorou de forma significativa. Mas é preciso avançar muito para a redução das desigualdades para universalizar uma vida digna para todos os brasileiros. Fila do osso e Bolsonaro nunca mais!

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