HSBC segue BB e Caixa e anuncia cortes de juros

É o primeiro banco privado a reduzir taxas de empréstimo pessoal e consignado

O anúncio foi feito dias depois de os estatais Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal terem implementado cortes agressivos em várias linhas. Com isso, o HSBC foi o primeiro banco privado a reduzir taxas.

No caso da filial do banco inglês no Brasil, as taxas menores valem para crédito pessoal, financiamento para compra de veículos e consignado.

A taxa mínima do crédito pessoal caiu de 2,45 para 1,99 por cento ao mês. No financiamento automotivo, o juro mensal foi de 1,48% para 0,98%. No crédito com desconto em folha de pagamento, a taxa recuou de 1,59% para 0,99%, também mínima.

Com as mudanças, a faixa de juro cobrado pelo banco no cheque especial fica entre 1,39 e 9,98% ao mês. A do crédito pessoal vai até 5,93% mensais. A de automóveis terá teto de 2,55%, enquanto a do consignado será de até 4,7%.
Na última segunda-feira (9), a Caixa Econômica Federal anunciou agudos cortes de juros para empresas e pessoas, seguindo o que já fizera o BB na semana passada, em meio aos esforços do governo para forçar uma queda dos spreads bancários — diferença entre o custo de captação e o cobrado do tomador final.

Na terça-feira (10), o presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Murilo Portugal, apresentou ao governo uma lista de demandas dos bancos privados, apresentadas como pré-condição para baixarem os juros.

Na manhã de quinta-feira (12), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que os bancos privados têm espaço para reduzir os juros, e que o governo não iria atender às solicitações.

Bancos públicos
Na semana passada, o Banco do Brasil aumentou seu limite de crédito para R$ 43,1 bilhões, dinheiro que será destinados a clientes pessoa física e micro e pequenas empresas. Só para os clientes, são R$ 16,3 bilhões que serão repassados por meio de empréstimos.

Já a Caixa Econômica Federal anunciou a redução dos juros cobrados pelos empréstimos. Os clientes do banco que utilizam o cheque especial terão taxas a partir de 1,35%, uma redução de 67% em relação aos juros cobrados até então. A média do mercado no cheque especial é de 8,34%, segundo a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). 

Estímulo ao consumo
O objetivo dessas medidas políticas é baratear o crédito para o consumidor e estimular as compras no comércio. Mas o impacto no consumo só deverá ser sentido na segunda metade do ano, segundo o presidente do Provar (Programa de Administração do Varejo), da FIA (Fundação Instituto de Administração), Claudio Felisoni de Angelo. 

– Acho pouco provável que o consumo aumente no curto prazo por causa da redução dos juros. Os dados indicam que, pelo menos até junho deste ano, teremos um crescimento bem discreto das vendas, até porque a inadimplência continua em ascensão e, se estivermos certos, só passa a cair a partir de junho.

Reuters/R7

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