O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (4/7) as duas primeiras indicações do governo Lula para cargos de direção no Banco Central. Gabriel Galípolo será diretor de Política Monetária e Aílton de Aquino será diretor de Fiscalização. Ambos foram sugeridos pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e terão mandatos de quatro anos nos cargos. Aquino será o primeiro negro a assumir uma diretoria do BC.
Eles devem participar, no início de agosto, da próxima reunião do Conselho de Política Monetária (Copom), na qual o Banco Central terá mais uma oportunidade de reduzir a taxa básica de juros para destravar o crescimento econômico do país.
A manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano nas últimas sete reuniões (desde o ano passado) tem recebido críticas de todos os lados, do governo Lula ao setor industrial, que direcionam a responsabilidade ao presidente bolsonarista do BC, Roberto Campos Neto, cujo mandato termina em dezembro de 2024.
Galípolo e Aquino substituem diretores cujos mandatos terminaram em fevereiro. Um deles, Bruno Serra Fernandes, deixou o cargo e suas funções são exercidas, cumulativamente, pelo diretor de Política Econômica, Diogo Abry Guillé. O outro, Paulo Sérgio Neves de Souza, teve prorrogado o mandato de diretor de Fiscalização até a aprovação do substituto.
Pela manhã, os novos diretores haviam sido aprovados pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, após serem sabatinados pelos senadores (leia mais).