Covardia

Adesões contra a Reforma da Previdência não param de crescer, diz Paim

:: Marcello Antunes7 de fevereiro de 2017 17:09

Adesões contra a Reforma da Previdência não param de crescer, diz Paim

:: Marcello Antunes7 de fevereiro de 2017

O senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social, confia no crescimento maciço das adesões dos movimentos sociais contra as medidas nocivas que o governo Temer pretende impor contra a aposentadoria dos trabalhadores da iniciativa privada e do setor público. “As adesões crescem no campo e nas cidades, na indústria, nas construções. No ponto de ônibus as pessoas só falam uma coisa: o governo Temer vai acabar com a previdência”.

CUT, Contag, CTB, Nova Central, COBAP, Intersindical, OAB, Anfip, SindReceita, Anesp, Sindilegis, Força Sindical e CNBB são algumas das entidades representativas mobilizadas contra a Reforma da Previdência de Temer. “As dúvidas são muitas porque os trabalhadores temem perder o direito à aposentadoria. E com essa reforma eles perderão. Veja o caso dos professores e dos policiais civis e militares. Eles perderão o direito da aposentadoria especial”, alerta Paim.

Para o senador, o crescimento das mobilizações é como um tsunami vindo de baixo para cima. “Os movimentos sociais dizem não à Reforma da Previdência, absurda, truculenta e covarde do governo. Se começar a trabalhar com um ano de idade, pode ser que com 50 anos a pessoa consiga atingir os 49 anos de contribuição. Como não dá, significa que irá muito além das perspectivas de idade”, observa.

Recomendação

De acordo com Paim, há uma avalanche de pedidos de aposentadoria tanto no setor privado quanto no setor público. Em alguns setores, os agendamentos estão sendo feitos para 2018. Ele recomenda às pessoas registrarem já seus pedidos de aposentadoria. Isto, porque o que vale é a data do registro do pedido. “Por isso todo mundo tem que ficar em estado de alerta. Fiquem vigilantes e acompanhando o debate da reforma. As pessoas devem deixar claro aos deputados e senadores que não mais votarão neles e em seus partidos. Eu vou lutar até o último minuto contra a Reforma da Previdência”, garante.

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