Adutora do Algodão passa a atender 110 mil pessoas do semiárido

:: Da redação9 de novembro de 2012 16:16

Adutora do Algodão passa a atender 110 mil pessoas do semiárido

:: Da redação9 de novembro de 2012

Sistema adutor inaugurado por Dilma no setor da Bahia vai pôr fim a racionamentos de água de sete municípios e quatro localidades rurais

Na Bahia, nesta sexta-feira (09/11), a presidente Dilma Rousseff fará o anuncio de uma série de medidas destinadas a facilitar o convívio com a seca na Região Nordeste. A principal delas é a inauguração da primeira etapa da adutora do algodão, na cidade de Malhada, que levará água tratada ao sudoeste baiano. Em seguida, Dilma se reúne com governadores do Nordeste, em Salvador, para buscar outras soluções para a forte estiagem que castiga a região e avaliar ajustes na economia.

O Sistema Adutor beneficiará os municípios localizados no chamado polígono da seca, onde cerca de 110 mil habitantes de sete sedes municipais e quatro localidades rurais não terão mais que racionar o consumo de água durante os períodos de estiagem. A presidente Dilma, ao inaugura a obra nesta manhã, disse que é impossível controlar a chuva e a seca, mas é possível assegurar instrumentos que melhorem a vida da população nos períodos de estiagem.

“Chegou a hora de resolver o problema da água de uma forma a garantir que as mulheres, os homens e as crianças possam tomar café e tomar um banho”, ressaltou a presidenta. “É uma coisa horrível não poder dar uma água limpa para um filho ou filha”, completou ela.

Em seguida, Dilma acrescentou que o objetivo do Governo é fazer com que a seca deixe de afetar tão profundamente a vida das pessoas. “Vamos usar o que há de melhor no mundo para garantir que a seca que não seja uma volta atrás. Queremos que as adutoras, as cisternas e a irrigação sejam a realidade e que cada vez menos necessitemos de carros-pipa”, ressaltou. A presidenta acrescentou que o Exército administra a distribuição de água em várias regiões do País, por meio de 4,2 mil carros-pipa.

A continuidade da seca tem exigido a ampliação de políticas públicas emergenciais, a exemplo do prolongamento dos programas Garantia Safra e Bolsa Estiagem, da compra subsidiada do milho e da abertura de crédito especial para produtores rurais, bem como a renegociação de TUK1198-Editardívidas.

Adutora

As obras da Adutora do Algodão foram dividas em duas partes. A primeira etapa do empreendimento compreende 279,5 quilômetros de adutoras, uma estação de tratamento de água, uma estação de tratamento de lodo, seis elevatórias, seis reservatórios e uma estação de tratamento com capacidade de vazão de 450 litros por segundo.

Na segunda etapa da adutora, orçada em R$ 55 milhões, serão atendidas 55 mil pessoas nas sedes municipais de Caetité e de Lagoa Real e nas localidades rurais de Morrinhos, Maniaçu e Ibitira. Ao final das duas etapas, a Adutora do Algodão irá abastecer as casas de cerca 165 mil habitantes.

Quando finalizado, o empreendimento também permitirá que a barragem de Ceraíma volte a fornecer água para a produção de alimentos no Projeto de Irrigação Ceraíma, que foi paralisada desde 2008, e para o rio Carnaíba de Dentro. Além do Projeto Ceraíma, que conta com uma área de 420 hectares irrigáveis distribuídos em 112 lotes agrícolas de produtores familiares, a barragem fornece água para outros produtores externos e beneficia diretamente uma população de cerca de 1,7 mil pessoas.

Outras medidas
Também hoje, a presidente Dilma deve anunciar novos convênios para garantir o abastecimento de água para região, por meio da construção de barragens, de estações de abastecimento e redes de distribuição. Os recursos para os estados afetados somam R$ 15,6 bilhões. Até agora, foram investidos R$ 3 bilhões.

Além da assinatura dos convênios, deve ser ampliado o valor do financiamento do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para obras estruturantes de pequeno, médio e grande porte. O valor, antes fixado em R$ 1 bilhão, terá aumento de R$ 500 milhões. As empresas que pedem o financiamento têm uma série de benefícios, além de juros reduzidos.

Há sete meses há discussões sobre as obras e as prioridades para o Nordeste na tentativa de amenizar os efeitos da seca na região. Em agosto, foi anunciado o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Resposta a Desastres Naturais, com um investimento de R$ 18,8 bilhões até 2014, em todo o país.

O governo do Rio Grande do Norte pediu R$ 250 milhões, dos quais R$ 150 milhões foram aprovados. O estado do Ceará pediu R$ 460 milhões para obras, enquanto o Maranhão informou que haverá uma obra na região.

Com informações de agências de notícias

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