Defesa do Nordeste

Humberto: “agressões de Bolsonaro ao Nordeste são inaceitáveis”

Líder do PT no Senado alertou que Bolsonaro responderá a crime de responsabilidade caso prossiga com atos discriminatórios contra a região Nordeste
:: Assessoria do senador Humberto Costa7 de agosto de 2019 11:39

Humberto: “agressões de Bolsonaro ao Nordeste são inaceitáveis”

:: Assessoria do senador Humberto Costa7 de agosto de 2019

Num discurso em que recebeu apartes de senadores da Paraíba, Maranhão e Rio Grande do Norte, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), criticou duramente as falas preconceituosas de Jair Bolsonaro (PSL) contra o Nordeste e advertiu para o fato de que atos discriminatórios contra a região podem redundar em um processo por crime de responsabilidade contra o presidente.

O senador anunciou que todos os dados sobre repasses e investimentos estão sendo levantados para avaliar se os nove Estados nordestinos estão sendo vítimas de retaliação pelo Palácio do Planalto.

“Essas agressões contra o Nordeste, muitas vezes travestidas de pilhérias de mau gosto, têm sido constantes. Nunca se viu tanto desprezo, tanta afronta, tanta segregação partindo de alguém com a faixa presidencial sobre o peito. Isso é inaceitável e terá de ter um freio”, anunciou Humberto no discurso em plenário, feito na tarde desta terça-feira (6). “Bolsonaro não pode seguir hostilizando os governadores, o Nordeste e o seu povo, tentando segregar o Brasil, em total desrespeito ao cargo. Isso é crime. E ele terá de responder por esses atos atentatórios à federação e à Constituição que jurou defender, se ousar praticá-los”, disse.

Para o líder do PT, os nove governadores nordestinos têm agido com altivez política diante dos ataques de Bolsonaro, que, nessa segunda, afirmou que eles praticam “politicalha”. A iniciativa de criação do Consórcio Nordeste, formado conjuntamente pelos nove chefes de Executivo estaduais, foi apontada pelo senador como “a maior inovação político-administrativa vista no Brasil nos últimos tempos”.

Humberto ressaltou que o Consórcio vai reduzir o custo das compras governais, integrar as forças de segurança estaduais e estabelecer uma agenda de resultados para outras áreas, como educação e saúde.

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