Ângela pede “ponderação e diálogo” entre professores e o governo de Roraima

:: Da redação18 de agosto de 2015 20:20

Ângela pede “ponderação e diálogo” entre professores e o governo de Roraima

:: Da redação18 de agosto de 2015

Ângela Portela: Compreendo a situação dos colegas professores, que reivindicam melhorias salariais e condições dignas de trabalho. Essa não é uma luta de agoraA senadora Ângela Portela (PT-RR) se colocou à disposição para mediar um acordo entre os professores grevistas do estado de Roraima e o governo local, após o desgaste que culminou na greve da categoria há algumas semanas. Ao discursar sobre o assunto na tribuna do Senado nesta terça-feira (18), Ângela reconheceu a precariedade da rede estadual de ensino; mas ponderou que a governadora Suely Campos pegou a administração em uma “grave situação”.

“É exatamente porque conheço a realidade de nossos professores bem como os desafios do atual governo do estado que quero pedir às partes envolvidas ponderação e diálogo”, afirmou a senadora.

Professora por formação, Ângela Portela lembrou que muitos dos problemas na educação de Roraima se arrastam desde que ainda estava lecionando. “Compreendo a situação dos colegas professores, que reivindicam melhorias salariais e condições dignas de trabalho. Essa não é uma luta de agora”, observou. “Temos escolas que estão sendo recuperadas, mas temos muitas escolas que ainda estão em situação muito precária, principalmente a grande maioria das escolas indígenas do Estado”, completou.

A situação das escolas indígenas pode ser considerada um dos pontos mais sensíveis da educação regional. Além da necessidade de revitalização das escolas, há problemas como a falta de apoio técnico e o fornecimento de merenda e o envio de material escolar.

Roraima é um dos entes federados com maior demanda de educação indígena. Conforme dados do censo de 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 11% da população do Estado é indígena. Dos 74 mil alunos de escolas estaduais, 14 mil são indígenas, o que representa algo próximo a 19% da população estudantil roraimense. E das 382 escolas 2 existentes, 255 são escolas indígenas.

Ângela Portela fez questão de ressaltar que o governo de Roraima não está sozinho na luta pela melhoria da educação. O Governo Federal também cumpre suas obrigações constitucionais e governamentais de financiar parte da educação dos estados, dos municípios e do Distrito Federal. Um exemplo disso é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

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