Ângela Portela critica serviços prestados pela Oi em Roraima

Senadora reforçou pedido de informações sobre ações da operadora em seu estado.

:: Da redação14 de novembro de 2012 19:19

Ângela Portela critica serviços prestados pela Oi em Roraima

:: Da redação14 de novembro de 2012

A senadora Ângela Portela (PT-RR) reforçou, nesta quarta-feira (14/11), que os serviços da operadora de telefonia Oi no estado de Roraima são caros e de má qualidade. A senadora destacou que protocolou três requerimentos de informação sofre financiamentos públicos concedidos à telefônica.

De acordo com Ângela, a operadora já obteve financiamentos e incentivos em instituições como o Banco da Amazônia, Sudam e BNDES, para projetos como o cabeamento com fibras óticas de 784 quilômetros entre as cidades de Boa Vista e Manaus.

“Não sabemos – e deveríamos saber – qual o volume exato de recursos repassados a esse grupo econômico ou as condições em que se deram esses repasses. Há razões de peso para que tenhamos essas informações”, disse.

Ângela Portela afirmou ainda que 75% das multas aplicadas pela Anatel em 2012 contra operadoras de telefonia foram destinadas à Oi. “Vale a pena perguntar se essas penalidades são efetivamente aplicadas. A resposta é negativa, é “não”. As operadoras recorrem. Acaba ficando tudo por isso mesmo. Hoje, há R$ 7,5 bilhões de multas aplicadas, mas não pagas”, afirmou.

A senadora informou ainda, que existe na Justiça de Roraima ação civil pública ajuizada contra a Oi referente ao serviço de banda larga no estado. “O serviço de banda larga em nosso estado é extremamente precário. Desde 2007, tenho dedicado todos os meus esforços a resolver o crônico problema da internet em Roraima. O povo de Roraima sofre com um serviço lento, caro e instável. Esse caso serve como uma lição para que o Brasil saiba como multinacionais tratam seus estados mais afastados”, sublinhou.

Segundo Ângela Portela, a Região Norte do Brasil é a que mais sofre com esse tipo de dificuldade. Para ela, Roraima, por exemplo, está “em situação de plena exclusão digital”. De acordo com o Plano Nacional de Banda Larga, apontou a senadora, as operadoras deveriam prestar serviço de banda larga com preços acessíveis, com ampla cobertura de território e com satisfatória velocidade de conexão. A operadora Oi de Roraima, assinalou a parlamentar, “não passa em nenhum desses critérios”.

Com informações da Agência Senado

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