Aníbal comemora progresso do Brasil no IDH divulgado pela ONU

Aníbal : “Podemos comemorar: os índices de desemprego no Brasil são menores do que os de países da Zona do Euro”Em discurso na tribuna do Senado na tarde desta quinta-feira (24), o senador Anibal Diniz (PT-AC) comemorou a melhora do Brasil No Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), preparado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).  Entre os resultados apresentados nesta quinta-feira (24),o senador  citou a parcela da população brasileira que enfrenta a privação de bens, que caiu de 4% para 3,1% entre 2006 e 2012, enquanto que em igual período a fatia da população próxima ao estado de pobreza multidimensional recuou de 11,2% para 7,4%, com a proporção de pessoas em pobreza severa sendo reduzida de 0,7% para 0,5%. “Essas proporções são baseadas no novo indicador do PNUD, o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), que usa critérios mais abrangentes para avaliar o padrão de vida de um país ao levar em conta indicadores de saúde (nutrição e mortalidade infantil), educação (anos de estudo e taxa de matrícula) e a qualidade do domicilio, como gás de cozinha, banheiro, água, eletricidade, piso e bens duráveis”, afirmou.

:: Da redação25 de julho de 2014 15:43

Aníbal comemora progresso do Brasil no IDH divulgado pela ONU

:: Da redação25 de julho de 2014

O Relatório de Desenvolvimento Humano 2014 aponta que o IDH do Brasil acumulou crescimento de 36,4% entre 1980 e 2013. Isso representa um aumento anual médio de 0,95% no índice, o que faz reconhecer que foi o melhor desempenho entre os países da América Latina e do Caribe nesse período. Na prática, quer dizer que em três décadas a expectativa de vida dos brasileiros aumentou 11,2 anos e a renda aumentou 55,9%. Na área de educação, a expectativa de anos de estudo para uma criança cresceu 53,5% e a média de número de anos de estudo dos adultos com 25 anos ou mais teve expansão de 176,9%.

Os números apontados por Aníbal Diniz em seu pronunciamento são corroborados por Jorge Chediek, coordenador do Sistema ONU e representante do PNUD no Brasil, conforme entrevista publicada em vários sites informativos da internet  “É importante notar o reconhecimento do relatório de 2014 às políticas anticíclicas adotadas pelo Brasil ao longo dos últimos anos, constituindo exemplos concretos para a redução das vulnerabilidade e a construção da resiliência entre os brasileiros, principalmente os mais desfavorecidos”, sustentou Chediek.

Anibal Diniz, assim como o próprio Pnud, atribuiu essa melhora significativa à criação dos programas de inclusão social criados a partir de 2003, como o Bolsa Família e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da agricultura familiar. “O Brasil atingiu uma meta ousada em 2008, já que a taxa de pobreza passou a equivaler a um quarto do índice registrado em 1990. Essa sequência de sucesso do governo do ex-presidente Lula teve continuidade na gestão da presidenta Dilma, ao lançar o Plano Brasil Sem Miséria”, enfatizou o senador.

Para ele, o conjunto de ações que integram o plano de gestão atual consiste em manter a educação de qualidade, atendimento em saúde e a formação profissional, entre outros. Outro exemplo citado por Aníbal Diniz que apresentou avanços é o Plano Nacional de Educação (PNE), que define 20 metas para a área e determina que o investimento crescerá até 2024, equivalendo a 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano. “Dados indicam que os recursos investidos atualmente, no valor de R$ 112 bilhões, equivalem hoje a 6,4% do PIB. Em 2003, o valor era de R$ 19 bilhões. Podemos dizer que temos nas 49 mil escolas públicas do País educação em tempo integral”, observou.

Anibal Diniz disse que o representante do PNUD no Brasil, Jorge Chediek, considera fundamental a política inclusiva e de combate à pobreza adotada pelo Brasil, embora nota-se que essa política de Estado não foi seguida pelos países desenvolvidos, o que contribui para verificar o agravamento do desemprego e a vulnerabilidade social dessas nações. “Podemos comemorar que os índices de desemprego no Brasil são menores do que os de países da Zona do Euro”, afirmou.

Marcello Antunes

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