Aníbal espera grandes debates e enfrentamentos na CPI mista da Petrobras

:: Da redação29 de maio de 2014 21:50

Aníbal espera grandes debates e enfrentamentos na CPI mista da Petrobras

:: Da redação29 de maio de 2014

“O que não podemos é nos fazer de
ingênuos”

A espetacularização da CPI Mista da Petrobras, instalada na última quarta-feira (28) como grande palanque eleitoral da oposição, foi criticada pelo senador Aníbal Diniz (PT-AC), para quem as denúncias de irregularidades na empresa merecem, sim, ser apuradas, como já vem acontecendo há três semanas na CPI do Senado. “O que não podemos é nos fazer de ingênuos. Aécio Neves e Eduardo Campos querem essa CPI Mista para que todos possam vociferar, no mais alto brado, que a gestão da Petrobras é temerária, por conta de desvios fragmentados que estão sendo objeto dessa apuração”, afirmou o parlamentar.

O senador acriano falou em aparte ao senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que, na tarde desta quinta-feira (29), recitava na tribuna mais um capítulo da arenga apocalíptica segundo a qual o Brasil estaria em escombros. “Pelo pontapé inicial da CPI, ontem [quarta-feira], deu para entender que teremos debates e grandes enfrentamentos”, afirmou Aníbal Diniz. “Tudo o que o Ministério Público e a Polícia Federal já estão investigando será apurado”, assegurou o petista. “Mas isso não pode virar um discurso uníssono de que a Petrobras está perdendo valor quando, na realidade nós sabemos que o período de maior crescimento da empresa foi nos últimos 12 anos”.

Para Aníbal, é preciso combater com veemência o discurso fácil de certos parlamentares, que ignoram a realidade. “Ouvi parlamentares falando de petização da Petrobras, quando todos nós sabemos, eu e V. Exª sabemos [dirigindo-se a Álvaro Dias], que os diretores de todas as áreas da Petrobras são funcionários de carreira”. O senador apelou para que a investigação da CPI Mista seja realizada com seriedade.

Ele destacou, ainda, que o plano estratégico estabelecido pela Petrobras durante o governo Fernando Henrique Cardoso é muito similar ao plano adotado hoje pela empresa, com a diferença da clara opção, adotada a partir do governo Lula, de preservar as jazidas de petróleo, entre elas a imensa riqueza do pré-sal, como patrimônio do povo brasileiro. “Essa é a divergência que os governos do PT têm com o passado tucano. Temos uma discordância ideológica com PSDB, que quer aprofundar o caminho rumo à privatização”.

Aníbal lamentou a “preocupação extrema” do PSDB em diminuir a importância da Petrobras para o povo brasileiro, “inclusive espalhando o pânico para a população”, a maior acionista da empresa.

Cyntia Campos

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