Aníbal relata efeito devastador da cheia nos negócios do Acre

Senador do PT-AC apresenta balanço parcial sobre consequências da cheia do Madeira nas empresas do estado

 

:: Da redação1 de abril de 2014 20:30

Aníbal relata efeito devastador da cheia nos negócios do Acre

:: Da redação1 de abril de 2014

Aníbal: ameaça de desabastecimento afeta
empresários e população

O senador Aníbal Diniz (PT-AC) voltou a relatar, nesta terça-feira (1), em plenário, a situação crítica em que se encontra o estado do Acre, por conta da alagação do rio Madeira, única rodovia de acesso ao estado. De acordo com o senador, que sobrevoou a região no último final de semana, o nível das águas do rio permanecem muito elevadas, chegando a atingir até 19,72 metros.

Por conta da alagação, relatou Aníbal, milhares de toneladas de mercadorias deixaram de chegar ao Estado. O que faz com que a situação se torne “extremamente preocupante”, ressalta.

O senador também relatou a complicada situação vivida pelos comerciantes do Acre. Aníbal relatou que, no mês de março de 2013, 1,2 bilhão de mercadorias tributáveis chegaram ao Acre. Neste mês, devida à interrupção da rodovia, 500 milhões em mercadorias adentraram ao estado. Viana ainda apontou que, essa é uma situação preocupante que vai se estender por algum tempo e exigirá solidariedade do governo federal na busca de alternativas para os empresários.

“Na medida em que esses empresários não conseguem fazer essa mercadoria chegar ao destino, não conseguem converter essa mercadoria em dinheiro, também não conseguem honrar seu compromisso”, disse. “Nós estamos vivendo uma situação de clamor geral do empresariado e de preocupação extrema da população, que corre o risco de desabastecimento”, emendou Aníbal, que também relatou o esforço do Governo do Acre para garantir que não haja desabastecimento de gêneros alimentícios, medicamentos e combustíveis para a população. “Mesmo assim, a dificuldade é sentida por todos”.

O senador ainda aproveitou a oportunidade para agradecer o apoio da Força Aérea Brasileira, que colocou duas aeronaves à disposição do governo acriano para fazer o transporte de itens considerados de primeira necessidade.

“Esses aviões efetuaram, nos últimos 52 dias, 70 voos e eles haviam conseguido levar 500 toneladas de produtos. Insuficiente para a necessidade de toda a população, mas fundamental para garantir esse abastecimento”, relatou.

O petista ainda apontou que, a situação exige solidariedade do governo federal, no que diz respeito à busca de alternativas para solucionar a situação das dívidas adquiridas pelos empresários acrianos.

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