desastre sanitário

Após desastre, Bolsonaro premia incompetência de Pazuello

Em 120 dias de comando interino de Eduardo Pazuello no ministério, a pandemia deixou um rastro de destruição no país: são 4.349.723 contaminações e 132.125 mortos, ante 220 mil casos e 14,9 mil mortes em 15 de maio, quando o general assumiu a pasta interinamente
:: Agência PT de Notícias16 de setembro de 2020 08:06

Após desastre, Bolsonaro premia incompetência de Pazuello

:: Agência PT de Notícias16 de setembro de 2020

No dia 15 de maio, em plena escalada do coronavírus, o Brasil deixava de ter ministro da Saúde. Na ocasião, Nelson Teich deixou o cargo antes de completar um mês, após discordâncias com o Palácio do Planalto quanto ao uso da cloroquina no protocolo de atendimento das redes do Sistema Único de Saúde (SUS). Quando Teich sucumbiu às pressões do presidente Jair Bolsonaro, o país tinha 220 mil casos e 14,9 mil mortes provocadas pelo Covid-19.

Quatro meses depois, sob o comando interino do general Eduardo Pazuello, a pandemia deixou um rastro de destruição: são 4.349.723 contaminações e 132.125 mortos, segundo atualização do consórcio de veículos de imprensa. Ao invés de uma demissão, no entanto, o militar considerado “especialista” em logística foi premiado pelo desastre sanitário que ajudou a causar: nesta quarta-feira Pazuello será efetivado como titular na pasta da Saúde.

Nomeado para “acertar” a logística da pasta, nas palavras do ministro da Casa Civil, Braga Netto, Pazuello seguiu à risca a estratégia de sabotagem de Bolsonaro ao enfrentamento da pandemia, deixando o surto completamente descontrolado pelo país. Também operou para dificultar o acesso às informações sobre a doença, quando, em junho, passou a atrasar a divulgação de dados e número de casos e mortes em nome de “adequações” para possibilitar “informações detalhadas” sobre a pandemia. Na verdade, a mudança afetou a credibilidade na transparência da pasta na crise sanitária, o que levou veículos de imprensa a criarem um consórcio para coletar dados diretamente com as secretarias de Saúde estaduais e municipais.

“Por meio da nova plataforma será possível trabalhar as curvas logarítmicas sem desconsiderar os totais de casos e óbitos, pois entende-se que um tipo de dado trabalhado não dispensa o outro”, justificou a pasta, à época, por meio de nota. A estratégia consistia em anunciar apenas números confirmados em 24 horas, deixando de considerar dados acumulados. Após críticas de especialistas, a pasta voltou atrás, informando que passaria a divulgar total de casos.

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