SAÚDE

Senado conclui votação da MP que cria Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica

Texto vai simplificar e melhorar avaliação dos cursos e o exercício da medicina no país

Alessandro Dantas

Senado conclui votação da MP que cria Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica

Camilo presidiu comissão que aprovou MP do Exame de Formação Médica

O Plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (15/10) a Medida Provisória nº 1.370/2026, que cria o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O relatório havia sido votado em comissão mista pela manhã. A proposta estabelece uma nova política nacional integrada para avaliar a qualidade dos cursos de graduação, regular o acesso às residências médicas e condicionar a habilitação profissional a um exame nacional. Com a aprovação, a matéria segue para sanção presidencial.

O que muda com a aprovação da MP

  • O Enamed passará a ser aplicado pelo Ministério da Educação aos estudantes de Medicina em três momentos ao longo do curso: ao final do 4º, 8º e 12º semestres (2º, 4º e 6º anos de graduação).
  • A obtenção de nível proficiente no resultado final do Enamed passa a ser requisito obrigatório para obter a inscrição profissional nos Conselhos Regionais de Medicina (CRM) para todos os estudantes que ingressarem na graduação após a publicação da MP.
  • A terceira etapa do Enamed substituirá a prova teórica (primeira etapa) do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).
  • Criação da Inscrição de Egresso de Medicina (IEM), para os graduados que não atingirem a nota mínima no Enamed. O registro permitirá a atuação exclusiva em pesquisas científicas, inovação, consultoria técnica e funções administrativas, com proibição expressa ao atendimento clínico de pacientes e à realização de atos privativos de médico.

Os trabalhos na comissão mista foram conduzidos pelo senador Camilo Santana (PT-CE), que destacou o consenso construído entre o governo e as entidades da área médica para assegurar a qualidade do ensino no país.

“Acho que é uma construção coletiva de um consenso para que a gente possa garantir a melhoria da qualidade dos nossos formandos na área da Medicina, o que é crucial para a vida do cidadão e cidadã brasileira”, disse

Ex-ministro da Educação, Camilo Santana disse que o presidente Lula tem preocupação permanente com o ensino médico, ao contrário dos governos anteriores. “Temer e Bolsonaro abriram as porteiras, tirando o papel regulador do Ministério da Educação para que pudesse regular os cursos de Medicina privados neste país, e foi o período em que se mais aumentou vaga de medicina na história deste país”, lembrou.

“Me preocupei muito com esse tema também quando fui ministro, quando criamos o Enamed exatamente para garantir a qualidade dos cursos de Medicina neste país”, acrescentou.

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