Educação pública

Aumento do piso fortalece mulheres no mercado de trabalho

Categoria de professores é 80% feminina e majoritariamente mulheres chefes de família
Aumento do piso fortalece mulheres no mercado de trabalho

Foto: Reprodução

O piso salarial nacional dos professores de educação básica da rede pública foi reajustado em 14,95% e valerá R$ 4.420,55 em 2023. Essa medida impacta diretamente a valorização das mulheres no mercado de trabalho. A carreira do magistério público é 80% feminina e majoritariamente composta por mulheres que são arrimo de família.

“A lei do piso, além de valorizar a educação e seus trabalhadores e trabalhadoras, é uma política de fortalecimento da mulher no mercado de trabalho”, explica Rosilene Correa, pedagoga, e membro da direção do Sinpro-DF e da CNTE.

O aumento foi anunciado no início da semana pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e publicada no Diário Oficial da União nessa terça-feira, 17. O aumento foi de 14.95%. Em 2022, o piso valia R$ 3.845,63.

De maneira geral, as mulheres foram as que mais sofreram as consequências da crise econômica, sanitária e social promovidas pelo governo Bolsonaro. Elas são a maioria dos desempregados do país e menos da metade das brasileiras em idade de trabalhar está ocupada no país, segundo o PNAD do IBGE. A taxa de desemprego das mulheres ao final de 2021 foi 54,4% maior que a dos homens. Dos 12 milhões de brasileiros desempregados, 6,5 milhões são mulheres e 5,4 milhões, homens.

E se em situação de crise, elas são a primeira a perderem os postos de trabalho. Em contexto de retomada econômica, são as últimas a serem recolocadas; e ainda sofrem com a desigualdade salarial. Segundo levantamento do PNAD, mulheres ganham 20% a menos que os homens na mesma função. Profissões que são estereotipadas como femininas ou “de mulheres”, como educação e profissionais da saúde, tendem a ser ainda mais desvalorizadas por conta do machismo estrutural.

“Medidas como essa que valorizam profissões compostas majoritariamente por mulheres são o primeiro passo na retomada da autonomia econômica e na geração de emprego e renda para as trabalhadoras, um dos compromissos centrais do governo Lula com as mulheres”, afirmou Anne Moura, secretária nacional de mulheres do PT.

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