Bancada do PT avalia apoiar CPI mista para investigar propinoduto paulista

:: Da redação14 de agosto de 2013 00:32

Bancada do PT avalia apoiar CPI mista para investigar propinoduto paulista

:: Da redação14 de agosto de 2013

Senadores do PT podem apoiar a instalação de CPI mista (com deputados e senadores) no Congresso Nacional para investigar o esquema de pagamento de propinas e formação de cartel em licitações do metrô e da CPTM em São Paulo durante as gestões do PSDB. Já há um escopo de requerimento na Câmara dos Deputados para criação da comissão parlamentar de inquérito. A informação é do líder do PT e do Bloco de Apoio ao Governo no Senado, Wellington Dias (PI). Estima-se que mais de 570 milhões reais de dinheiro público tenha sido desviados.

Segundo ele, a legenda ainda analisa as novas informações sobre as investigações em andamento e vai consultar outros partidos aliados da presidenta Dilma Rousseff para discutir a possibilidade de instalação da CPI. Para que a CPI seja criada, são necessárias assinaturas de 27 senadores e 171 deputados.

“A ampliação do volume de informações sobre as investigações, não apenas em São Paulo, faz crescer a motivação para coletarmos assinatura para a CPI mista. Na semana que vem, teremos uma posição definitiva após conversa com outros líderes da base”, disse Wellington.

Nas últimas semanas, a revista Istoé tem divulgado novos dados sobre o esquema que envolve a multinacional Siemens. Documentos comprovam formação de cartel entre as empresas do setor e o envolvimento de agentes públicos no caso. As primeiras denúncias foram publicizadas em 2008, durante o primeiro governo Alckmin. A apuração do caso está nas mãos da Polícia Federal e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que nesta terça-feira negou que a Justiça tenha concedido ao governo de SP acesso aos documentos sigilosos sobre o episódio.

Entre as informações reveladas nos últimos dias, está a de que a Siemens entregou às autoridades brasileiras documentos que comprovariam que o governo paulista soube e deu aval à formação de um cartel para licitações de obras do metrô no Estado. Há ainda indícios de que o esquema envolveu licitações em outros estados como o Distrito Federal, durante a gestão do ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM), afastado do cargo por corrupção.

Nesta quarta-feira (14), movimentos populares, entre eles o Movimento Passe Livre, promovem na capital paulista um manifestação pedindo apuração do caso.

Leia também