Bancada do PT no Senado condena invasão policial à escola Florestan Fernandes

:: Da redação4 de novembro de 2016 23:54

Bancada do PT no Senado condena invasão policial à escola Florestan Fernandes

:: Da redação4 de novembro de 2016

4 de novembro de 2016 | 21h59

A Bancada do PT no Senado manifesta total e irrestrito apoio aos estudantes e trabalhadores da Escola Nacional Florestan Fernandes, vinculada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), vítimas de uma ação ilegal, violenta e autoritária das policias civil e militar, nesta sexta-feira (4), em Guararema (SP).

A invasão da escola do MST, de forma alguma um incidente isolado, demonstra que o Estado de Exceção criado pelo golpe tenta criminalizar os movimentos sociais legítimos e quaisquer formas de protesto, mesmo as mais pacíficas. Estudantes, trabalhadores, professores, artistas, intelectuais são todos vítimas da sanha autoritária de autoridades que interpretam a Constituição e a lei conforme suas conveniências políticas. Ocorrem agressões abjetas promovidas por grupos fascistas a estudantes menores de idades que ocupam escolas em todo o País, muitas vezes contando com a condescendência da polícia. A divergência tornou-se uma atividade de alto risco. Até mesmo a tortura foi autorizada para lidar com as dissidências.

De fato, o que se viu foram cenas dignas de um Estado de Exceção. Uma escola foi invadida e cidadãos pacíficos foram violentados e feridos em uma operação que ocorreu sem um mandado judicial.

Infelizmente, parece que voltamos à ditadura. Uma ditadura civil, mas uma ditadura, enfim. Há uma espécie de censura difusa e um AI-5 dissimulado que pairam como uma nuvem pesada e perigosa sobre as liberdades civis no Brasil.

É inaceitável que ações que apenas promovem o ódio continuem se repetindo, sendo perpetuados com o intuito de intimidar brasileiras e brasileiros que lutam pela garantia dos seus direitos.

Cobramos das autoridades competentes e democráticas providências imediatas quanto à invasão ilegal promovida pelas policiais civil e militar à escola.

Esperamos que ainda haja juízes em Brasília.

Brasília, 4 de novembro de 2016