Depoimento de Lula

Bancada e povo juntos em defesa de Lula

Senadoras e senadores vão ao Paraná dar apoio ao ex-presidente às vésperas do depoimento ao juiz Sérgio Moro
:: Carlos Mota9 de maio de 2017 16:14

Bancada e povo juntos em defesa de Lula

:: Carlos Mota9 de maio de 2017

Às vésperas do depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz Sérgio Moro, a bancada de senadoras e senadores do PT foi a Curitiba (PR) para dar apoio ao maior presidente da história do País. @s parlamentares também se juntam às milhares de pessoas que estão na capital paranaense defendendo o Estado Democrático de Direito.

Desde o início da semana, caravanas de todo o Brasil estão chegando à cidade para acompanhar o depoimento de Lula, na quarta-feira (10). Entre as manifestações, está previsto um ato político com a presença de mais de 30 mil pessoas e a participação do ex-presidente. Os eventos foram convocados pela Frente Brasil Popular, em conjunto com a Frente Resistência Democrática e a organização Advogados pela Democracia.

[blockquote align=”none” author=”Senador Paulo Rocha (PT-PA)”]
Mostrar a força do povo para juízes autoritários é fundamental para defender a democracia. É brigar pela cidadania brigar, pela história e dignidade da nossa gente[/blockquote]

Para o senador Paulo Rocha (PT-PA), a mobilização é política, mas não apenas na defesa do ex-presidente. “É em defesa de tudo aquilo que ele representa para os avanços da luta da classe trabalhadora. Mostrar a força do povo para juízes autoritários é fundamental para defender a democracia. É brigar pela cidadania brigar, pela história e dignidade da nossa gente”, disse o parlamentar.

As manifestações ocorrem em um dos momentos mais tensos da perseguição ao ex-presidente. Delatores que antes o inocentaram de acusações no âmbito da operação Lava Jato, como ser dono de um tríplex no Guarujá reformado por uma das empreiteiras investigadas, vêm sendo pressionados.

“Quando [os delatores] viram que a sentença na Lava Jato seria grande, começam a falar do Lula, porque é um salvo conduto. Léo Pinheiro estava sentenciado a 30 anos de prisão e não falou nada sobre o ex-presidente, desde o início. O deixaram com essa sentença, preso um tempo e finalmente ele falou o que os juízes queriam ouvir”, criticou a líder do PT no Senado, Gleisi Hoffmann (PT-PR).

A líder acredita que o método adotado é como na inquisição, quando as “bruxas” eram obrigadas a falar o que o inquisidor queria ouvir. “Todo mundo fala do Lula porque acha que pode se safar. Mas e a prova? Se ele enriqueceu ilicitamente, onde está esse dinheiro?”, questionou.

Gleisi está desde a manhã desta terça-feira (9) no acampamento montado pelos movimentos populares em Curitiba, junto com outras senadoras e senadores do PT. Do local, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que este é um momento decisivo da história do País.

“A manifestação nossa vai ser totalmente pacífica. O que estamos vendo aqui é a força para o Lula. É muito positiva. Acho que ele vai arrebentar. Ele tá tranquilo, tá com a cabeça tranquila e acho que vai desarmar esse circo”, disse o parlamentar.

Lindbergh reiterou que não há nenhuma prova contra o ex-presidente, sendo a preocupação de quem financiou o golpe contra a presidenta Dilma, agora, com a liderança de Lula nas pesquisas para as eleições presidenciais de 2018.

“A economia só piora. O governo do Temer é totalmente desmoralizado, são 14 milhões de desempregados. E as pessoas, quando olham o presidente Lula, veem aquele período de inclusão social, que o Brasil cresceu, a vida do povo mais pobre melhorou. Não tem jeito, esse golpe deu errado e, agora, estão tentando de todas as formas possíveis transformar a eleição de 2018 numa fraude. Porque a eleição sem o candidato do campo popular é uma farsa”, afirmou Lindbergh.

Em discurso ao plenário, nesta terça, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) destacou a decisão da juíza Diele Denardin Zydek, que proibiu manifestações em Curitiba por causa do depoimento de Lula. Nas redes sociais, a magistrada é uma militante anti PT.

“Em decisão recheada de preconceito e autoritarismo, uma juíza de Curitiba restringiu as manifestações dos movimentos sociais. Coincidência ou não, quem é essa juíza? É a mesma que já utilizou as redes sociais para se declarar fã do Juiz Sérgio Moro, para defender o então impeachment da presidenta eleita Dilma Rousseff, para comemorar a condução coercitiva do ex-presidente Lula e para declarar Curitiba a capital do Brasil”, disse Fátima.

A Bancada do PT participará dos atos previstos para hoje e amanhã, em Curitiba.

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