Banco Central pode reduzir juro da Taxa Selic para 8% ao ano

A reunião do Comitê de Política Monetária anuncia se a Taxa Selic muda ou não na próxima quarta-feira.

:: Da redação9 de julho de 2012 15:01

Banco Central pode reduzir juro da Taxa Selic para 8% ao ano

:: Da redação9 de julho de 2012

O Banco Central poderá reduzir mais um pouco o juro básico da economia, medido pela Taxa Selic e que hoje está em 8,5% ao ano. Agentes do mercado financeiro apontam como consenso que o corte poderá ser de 0,5%, levando a Taxa Selic para o patamar histórico de 8% ao ano, embora uma corrente minoritária aposta numa redução de até 1%, para 7,5% ao ano, devido à necessidade de o governo reaquecer a economia rapidamente. Isto tem relação com as projeções feitas pelas empresas privadas de consultoria econômica sobre a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, de 2,05% para 2,01%. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia se a Taxa Selic muda ou não na próxima quarta-feira (11/07) à tarde.

De acordo com as agências de notícias, o Copom decide baixar o juro básico da economia quando considera que a inflação está controlada e almeja aumentar a atividade econômica, exatamente o que o Banco Central tem feito nos últimos meses. Ocorre o inverso, com o aumento dos juros, quando há risco de a inflação subir e a economia está aquecida de tal forma que reflete a alta nos preços dos produtos.

Os integrantes do Copom fazem uma avaliação ampla do comportamento das commodities agrícolas e projetam se os preços maiores no campo serão repassados ao produto final adquirido pelos consumidores. Inicialmente, por mais que produtos como a soja, o milho, o café apresentem altas, o comportamento dos preços nas gôndolas dos supermercados está sob controle. A previsão dos analistas é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (ICPA) encerre este ano em 4,85%. Há uma semana, a previsão de inflação para este ano estava em 4,93% e, para 2013, em 5,5%.

Medidas
A redução do juro tem por objetivo baratear o custo do dinheiro e promover o reaquecimento da economia. A produção industrial sofreu no início deste ano uma retração cujos efeitos são sentidos neste momento, já que o impacto das medidas adotadas, como a desoneração tributária para 20 setores da economia, produz resultados no médio e longo prazo. A decisão de reduzir impostos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos eletrodomésticos na linha branca, dos móveis e do setor automobilístico contribui para incentivar a diminuição dos estoques, promove a encomenda de matérias-primas e faz girar uma grande cadeia de produtos.

O recém criado Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-Equipamentos) que incentiva compras governamentais de produtos com índice de nacionalização vai estimular a indústria. Só em caminhões pesados, por exemplo, são mais de 5 mil unidades que serão adquiridas. O impacto dessa medida pode parecer isolado, mas há reflexos numa cadeia de aproximadamente repleta de itens, como vidros, borracha, parafusos, alumínio, ferro. Para incentivar a compra desses equipamentos pesados o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reduziu a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) de 6,5% para 6% ao ano.

Com agências de notícias

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