“Belo Monte é absolutamente indispensável”

Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, Edison Lobão, fala dos impactos da construção da hidroelétrica e garantiu que nenhum índio será retirado do local aonde mora. “Geração de energia de Belo Monte é capaz de atender 40% de todo o consumo residencial do Brasil”.

:: Da redação2 de dezembro de 2011 11:28

“Belo Monte é absolutamente indispensável”

:: Da redação2 de dezembro de 2011

Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro de quinta-feira (1º), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, falou dos impactos da construção da hidroelétrica de Belo Monte e os resultados do Programa Luz para Todos. Leia abaixo trechos da entrevista, editada pelo Em Questão.

Belo Monte
É absolutamente indispensável a construção de Belo Monte. Basta dizer que a geração de energia da hidroelétrica é capaz de atender a 40% de todo o consumo residencial do Brasil. Temos que elevar em cerca de 5% por ano toda a nossa capacidade de geração de energia elétrica. A geração de energia hidráulica é a mais barata que existe no Brasil e no mundo, e a mais limpa e renovável.

Indígenas e ribeirinhas
Nenhum índio será molestado ou retirado de onde se encontra. O índio mais próximo da borda do lago, quando a usina tiver sido construída, estará a 32 Km de distância. Cerca de cinco mil famílias residem na periferia de Belo Monte em estado de muita pobreza. Estas pessoas serão retiradas e convenientemente atendidas em áreas próximas. Altamira, além de outras cidades, receberão uma ajuda maciça do governo e do consórcio construtor. Reservamos cerca de meio bilhão de reais para atender a estes municípios. Só em Altamira estamos fazendo um investimento gigantesco em hospitais, escolas, processamento do lixo, que lá é jogado a céu aberto. Belo Monte é uma usina de benefícios para o povo brasileiro. A usina, quando estiver funcionando, estará pagando royalties a estes municípios. Somente Altamira receberá cerca de R$ 50 milhões, por ano, de royalties.

Área de preservação
Há 40 anos estudamos Belo Monte. E, por isso, chegamos a um projeto que nos pareceu ideal, diferente, até, de Itaipu. Itaipu exigiu um grande lago. O lago de Belo Monte é mínimo. Não vai inundar mais que 500 Km² e, inicialmente, o projeto era de 1.230 Km². Com estudos reiterados, com aperfeiçoamentos, conseguimos reduzir. E a área de preservação do lago, que não existia, passa a ser de 2 milhões de Km². Ou seja, cinco vezes o que haverá em matéria de inundação.

Risco de apagão
Sem Belo Monte, teríamos que construir inúmeras térmicas a óleo, diesel, a carvão; térmicas caríssimas, amplamente poluentes. Tivemos o racionamento que foi de 2001 a 2002. Ficamos cerca de 11 meses economizando energia, porque o País não tinha o suficiente. A partir do governo Lula, jamais faltou estoque de energia. O mundo inteiro se admira do que o Brasil faz em matéria de produção de energia elétrica de origem hídrica. Temos um sistema interligado de transmissão. Se faltar energia no Rio Grande do Sul, poderá vir lá de Tucuruí, no Norte do País. É um sistema de transmissão interligado. Portanto, o Brasil inteiro estará em condições de receber a energia de Belo Monte.

Geração de emprego
Teremos, na construção, a geração de cerca de 30 a 50 mil empregos, diretos e indiretos. Hoje, há em torno de cinco mil pessoas trabalhando na usina de Belo Monte. Essas pessoas recebem um atendimento conveniente, há uma fiscalização do governo. Vamos, com isso, prover a nossa necessidade de energia, sem a qual não teremos crescimento econômico, bem-estar social.

Luz Para Todos
O programa Luz para Todos, que era para dez milhões de pessoas, já atendeu a quase 15 milhões. Novas demandas vão surgindo. Cerca de um milhão de brasileiros que moravam no interior do País e que foram para São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, voltaram às suas cidades, graças à presença da energia elétrica no seu povoado, distrito. Um número enorme de aparelhos domésticos foram vendidos, gerando emprego, riqueza, tributos. Isso tudo graças ao Luz para Todos.

Vazamento de óleo
Este episódio no Campo de Frade causou-nos muitas preocupações. E fomos severos com a empresa exploradora do petróleo. Houve uma rachadura na rocha nas proximidades da sonda que extrai o petróleo e vazou, por ali. A empresa não percebeu. Quem percebeu o problema foi a Petrobras. Todas as providências foram tomadas. O vazamento não era gigante. Há, ainda, um pequeno resíduo. As autoridades brasileiras, o Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional do Petróleo estão absolutamente atentos.

Em Questão

Confira vídeos de estudantes em defesa de Belo Monte

Estudantes da UnB fazem novo vídeo sobre Belo Monte
Com bom humor e muita informação didática, agora foram os estudantes da Universidade de Brasília (UnB) que produziram um vídeo sobre a polêmica em torno da construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, na Floresta Amazônica, no estado do Pará.

Primeiro, foram os atores globais que lançaram o Movimento Gota D’Água, contra a construção de Belo Monte. Depois, os estudantes da Universidade de Campinas (Unicamp) com o seu Movimento Tempestade em Copo D’Água?, que contesta as indagações dos atores.

Agora, alunos da UnB aproveitaram as imagens do vídeo protagonizado pelos globais para responder as indagações feitas pelos atores. Todos os argumentos, apoiados em gestos e encenações dos globais, são desmontados um a um pelos estudantes de Brasília.

Portal Vermelho com informações do site Pragmatismo político

Assista o vídeo produzido por estudantes da UnB

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Estudantes da Unicamp produzem vídeo a favor de Belo Monte

Iniciativa, chamada Tempestade em Copo D’Água é uma resposta ao Movimento Gota D’Água, que produziu um vídeo com famosos contra a usina hidrelétrica

Área onde que será construída a usina hidrelétrica de Belo Monte: manifestações pró e contra na internet

Em resposta ao Movimento Gota D’Água, que divulgou um vídeo contra a construção da Usina de Belo Monte, com a participação de famosos, alunos dos cursos de Economia e Engenharia Civil da Unicamp divulgaram um vídeo na internet com título Tempestade em Copo D’Água, no qual defendem a construção da usina e acusam os críticos de estarem desinformados sobre a obra.

O vídeo tem o mesmo formato do feito pelos famosos, com várias pessoas defendendo a construção. Entre os argumentos a favor estão o de que a obra custará R$ 19 bilhões (e não R$ 30 bilhões como afirma o Movimento Gota D’Água) e trará um retorno de R$ 40 bilhões anuais.

O vídeo diz ainda que o fato de a obra ser feita com dinheiro brasileiro é uma boa notícia. “É melhor do que submeter o nosso patrimônio ao FMI ou ao Banco Mundial”, diz um dos participantes do vídeo. “Se usarmos o dinheiro da iniciativa privada, eles dão o dinheiro, mas ficam com a usina”, afirma outro.

Segundo os alunos, a área onde será construída a usina já foi desmatada há muito tempo, portanto, não será construída numa região de mata virgem. os alunos defendem ainda que o desmatamento com ou sem Belo Monte já acontece ilegalmente na Amazônia.

Sobre as críticas de que a usina produzirá somente um terço de sua capacidade, os alunos defendem que nenhuma usina do mundo, nem mesmo a de Itaipu e a de Três Gargantas, produzem 100% da sua capacidade.

Época

Assista o vídeo produzido pelos estudantes da Unicamp
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Assista o vídeo com artistas da TV Globo contra a construção de Belo Monte
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