recessão brutal

Bolsonaro cavalga na recessão, desemprego e desigualdade

Guedes e o presidente mergulham a economia na mais brutal recessão de sua história e IBGE destaca que a parada da economia já vinha ocorrendo antes mesmo da pandemia. Analistas prevêem retomada com desigualdade de renda ainda maior e estimam que volta ao patamar da era Dilma só virá em 2024. Resumindo: mesmo os ricos perderam dinheiro com o impeachment
:: Agência PT de Notícias1 de julho de 2020 10:24

Bolsonaro cavalga na recessão, desemprego e desigualdade

:: Agência PT de Notícias1 de julho de 2020

Enquanto na Europa se discute um plano nos moldes do ‘New Deal’, adotado pelos Estados Unidos depois da Grande Recessão, nos anos 30m para reestruturar a economia e melhorar a vida do povo, o Brasil segue sob a omissão e a falta de ideias da dupla formada por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. O rastro de destruição da agenda neoliberal adotada pelo duo mostra sua face mais cruel: recessão generalizada, desemprego crescente e desigualdade avançada. Isso é fruto do impeachment fraudulento, que arrancou Dilma Rousseff da Presidência da República com a promessa de um novo salto na economia que não ocorreu. Na prática, até os ricos perderam dinheiro com o impeachment.

“O país não merece este governo. Já são 7,8 milhões de empregos perdidos desde maio, 9,7 milhões de trabalhadores sem renda e menos da metade das pessoas em idade para trabalhar está empregada”, lamenta a presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR). “Os mais afetados pelo Covid-19 e a crise são os pretos, pardos e pobres”. A parlamentar critica a inoperância do governo, que negligencia o combate à pandemia e ainda impõe o arrocho ao povo. A política econômica do governo privilegia o rentismo das empresas, não alavanca o desenvolvimento nacional e aprofunda o arrocho para a maioria da população.

Estado forte
“No mundo inteiro se discute a importância de um Estado forte que olhe para quem mais precisa”, ressalta Gleisi. “É assim no Reino Unido, com Boris Johnson anunciando investimentos e estímulo do governo britânico para recuperar a economia”, destaca, citando que o mesmo se dá na reunião de cúpula da União Europeia, com Angela Merkel e Emmanuel Macron tratando do pacote de ajuda para o pós-pandemia. “Aqui, estamos falando de menos recursos, arrocho fiscal e dinheiro para os ricos”, critica. “É um escândalo porque não há saída com essa política econômica possível para o país voltar a crescer”.

Gleisi diz que a dupla Bolsonaro-Guedes conseguiu um feito e tanto em um ano e meio de governo: aprofundar a recessão e a desigualdade no país. O Brasil está em recessão desde o primeiro trimestre de 2020, encerrando um ciclo de fraco crescimento de três anos (2017-2019). A informação foi divulgada pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos, órgão ligado ao Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), vinculado à Fundação Getulio Vargas. Daí porque o PT prepara para lançar nas próximas semanas um Programa de Reconstrução e Transformação do Brasil, como aposta para a superação da crise.

Submissão aos bancos
Caso mantenha a agenda imposta pela ortodoxia míope e canhestra de Paulo Guedes, o temor de muitos economistas é de uma piora sensível do cenário. Com impactos profundos na economia e na formação da sociedade nacional. Ou seja, o pior ainda está por vir. A desigualdade abissal do Brasil, considerado uma das nações mais desiguais do mundo, vai crescer ainda mais daqui para frente, porque o governo Bolsonaro se recusa a promover uma agenda que permita a retomada dos investimentos do Estado para induzir a economia.

Especialistas consideram que o formato de saída da crise do Brasil não será em “V” (queda e recuperação) – como chegou a ensaiar Paulo Guedes – ou “L” (queda e estagnação), o que significaria uma recessão ainda prolongada. O país deve experimentar uma saída da economia do tipo “K”: os mais ricos e as grandes companhias vão ganhar mais e os trabalhadores e empresas menores ficarão mais pobres, abrindo a distância entre os dois grupos. Na prática a desigualdade deixará uma marca ainda mais profunda na sociedade brasileira.

“Isso é resultado direto da precarização do mundo do trabalho. Aqui, cortaram os direitos dos trabalhadores com a promessa de mais empregos. E o que vemos agora é trabalhadores sem renda e com ocupação de espaço ainda mais precária no mercado informal”, critica a ex-presidenta Dilma Rousseff. Ela considera que a crueldade se dá em cima inclusive dos pequenos e microempresários, que apostaram no empreendedorismo e agora encaram falência e toda sorte de dificuldades porque os bancos não emprestam dinheiro.

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