Defesa da Democracia

Bolsonaro quer ser, mas não é dono das Forças Armadas

Rogério Carvalho alerta para a tentativa de privatização das Forças Armadas pelo presidente, que tenta construir a ideia que elas são instrumento de ameaça à democracia
:: Da redação1 de junho de 2020 12:45

Bolsonaro quer ser, mas não é dono das Forças Armadas

:: Da redação1 de junho de 2020

O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), participou da reunião do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores nesta segunda-feira (1), e alertou para a urgente atuação das lideranças no combate ao que chamou de “privatização das Forças Armadas” por parte de Jair Bolsonaro.
“O presidente tem usado as Forças Armadas para fazer ameaças veladas à sociedade, às liberdades, à democracia. Ele quer passar a ideia de que controla, manda, é o dono Forças Armadas, mas ele não é. Elas não são uma extensão do Executivo”, afirmou o senador.

E complementou: “As Forças Armadas podem e devem ser acionadas, se necessário for, ou pelo Congresso ou pelo Judiciário. É preciso que estes poderes avancem neste sentido, e que a gente tenha uma posição pública das Forças Armadas garantindo e assegurando que não é um instrumento para nenhuma aventura autoritária”.

Durante sua participação, o líder elogiou o partido e sua atuação frente à crise política e institucional do país, e afirmou que “o PT tem acertado na sua construção política, agregando gente, dialogando com diferentes setores. Isso não tem o ritmo da nossa vontade, mas é um processo. É uma construção política”.

A reunião acontece ao longo do dia com a participação das principais lideranças do PT, como os ex-presidentes Lula e Dilma Housseff, o ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, governadores, parlamentares e convidados do partido, como o economista Eduardo Moreira.

Governo Federal está falhando

O principal tema da reunião é a crise na saúde brasileira, causada pela pandemia da Covid-19. O ex-ministro da Saúde, Arthur Chioro, fez uma apresentação sobre a atual situação da pandemia no país.
“Num país de dimensões continentais e grande desarticulação do governo federal, há várias pandemias em diferentes situações diferentes no país, neste momento”, advertiu Chioro, durante a videoconferência do Diretório Nacional. “Hoje, há 5 milhões de casos de pessoas infectadas no Brasil. E a baixa testagem continua sendo um grande problema”, denunciou.

“O Brasil conduz o enfrentamento da pandemia às cegas”. Chioro é um dos coordenadores do Núcleo de Acompanhamento de Políticas Públicas de Saúde (NAPP-Saúde), órgão de assessoria técnica do PT.

O governador do Piauí, Wellington Dias, também reclamou da falta de cooperação do governo federal para controlar a pandemia. “Ao não assumir a coordenação da crise sanitária, o poder central nos coloca numa posição perigosa”, alertou. “Faltam equipamentos e recursos e muitos de nós estamos sendo criminalizados pela compra de equipamentos”.

Com informações da Agência PT de Notícias

Leia também