Brasil atinge menor nível de desigualdade social desde 1960

Pesquisa “De volta ao País do Futuro", da FGV, mostra sucesso de gestões petistas na adoção de políticas. Há 11 anos em queda a um ritmo de 7,9% ao ano, a desigualdade continuará caindo. Os dados mostram também que a pobreza caiu em um ritmo três vezes mais rápido do que da meta do milênio da ONU e que a renda do trabalhador brasileiro continua aumentando. A pesquisa ainda revela que a crise ainda não chegou no bolso do brasileiro.

:: Da redação7 de março de 2012 23:00

Brasil atinge menor nível de desigualdade social desde 1960

:: Da redação7 de março de 2012

Pesquisa mostra sucesso de gestões petistas; Brasil atinge menor nível de desigualdade social desde 1960

O Brasil atingiu em 2012 o menor nível de desigualdade desde 1960. É o que demonstra a pesquisa “De volta ao País do Futuro”, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV) e avaliou dados de 2003 a 2014. Há 11 anos em queda a um ritmo de 7,9% ao ano, a desigualdade continuará caindo.

Os dados da FGV, fruto do estudo feito pelo economista Marcelo Neri, mostram também que a pobreza caiu em um ritmo três vezes mais rápido do que da meta do milênio da ONU e que a renda do trabalhador brasileiro continua aumentando. A pesquisa ainda revela que a crise financeira mundial ainda não chegou no bolso do brasileiro.

Principais dados

– A renda familiar per capita média cresceu 2,7% em 2011. Este crescimento é semelhante ao que tivemos no governo Lula até 2008;

– Aumentou a velocidade do processo de redução da desigualdade. Segundo Neri, a desigualdade diminuiu 2,3% em 2011. Tal queda é quase o dobro da que tivemos entre 2001-2009, quando o ritmo de queda foi de 1,11% ao ano;

– O ritmo de queda da pobreza atingiu 7,9% ao ano, superior aos 7,5% de redução anual média que tivemos entre 2002-2008.

– A taxa de desemprego, que caiu para 4,7% em Dezembro de 2011. Enquanto isso, tivemos uma taxa de 10,5% em Dezembro de 2002 e de 5,3% em Dezembro de 2010.

Nova classe média

O Brasil terá 118 milhões de pessoas na nova classe média, segundo projeção da FGV. Hoje são 105, 5 milhões. Em 2003, havia 65,8 milhões.

Além disso, a população das classes A e B crescerá proporcionalmente mais do que a classe C: 29,3% ante 11,9% no período entre 2003 e 2014, indica o estudo. No futuro, “falaremos mais e mais da nova classe AB como falamos até agora da nova classe C”, segundo a publicação.

Considerando um período de dez anos, um total de 52,1 milhões de brasileiros subirão à classe C – até 2011, foram 40 milhões. Além disso, outros 15,7 milhões de brasileiros chegarão às classes A e B.

Bolso do brasileiro

A pobreza segue caindo a um ritmo de 7,9% ao ano. Em 2011, o Brasil reduziu a pobreza num ritmo três vezes mais rápido que o necessário para cumprir a meta do milênio da ONU, que propõe reduzir a pobreza pela metade em 25 anos.

A desigualdade segue caindo há 11 anos consecutivos, com uma queda de 1,5% ao ano, afirma o coordenador do estudo. “Desde dezembro de 2000, a desigualdade cai ano após ano e continua caindo. Foi um período excepcional. Estamos no mínimo da deisgualdade brasileira em plena crise. Antes estávamos no podium, entre os três países mais desiguais”, diz ele.

Segundo o estudo, o índice de Gini – que varia de 0 a 1, sendo menos desigual mais próximo de zero -, caiu 2,1% de janeiro de 2011 a janeiro de 2012, chegando a 0,5190.

A projeção da FGV é que com a continuidade da desigualdade, o índice seja de 0,51407 em 2014.

A pesquisa apurou que a renda familiar per capita média do brasileiro cresceu 2,7% nos 12 meses encerrados em janeiro. É o mesmo crescimento registrado de 2002 a 2008, período considerado uma era de ouro mundial, e superior ao 0% de 2009, em função da crise financeira daquele ano.

Segundo Marcelo Neri, a redução da desigualdade foi fundamental para este resultado na pobreza. Na última década, a renda dos 50% mais pobres do Brasil cresceu 68%, enquanto a dos 10% mais ricos cresceu apenas 10%. “A má notícia é que ainda somos muito desiguais e estamos entre os 12 países mais desiguais do mundo. Mas a queda de 2001 para cá é espetacular e deve continuar”, afirmou Neri.

Segundo a pesquisa, os primeiros anos do início do novo milênio serão conhecidos “nos futuros livros de história brasileira como de redução da desigualdade, em contraste com os motivos da ocupação de ícones de riqueza americana e europeia”.

Classes D e E tendem a diminuir

Já as classes D e E tendem a diminuir seu crescimento até 2014. O Brasil tinha, em 2003, 96,2 milhões de brasileiros nas classes D e E –sendo 50 milhões na classe E. A tendência até 2014 é que a população nas duas classes –D e E– caia para 48,9 milhões.

Para se ter uma ideia, em comparação, no mesmo período o número de brasileiros na classe C crescerá 60,2%.

Com informações de agências onlines

Confira a pesquisa 

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