Brasil manterá democratização do acesso à terra

Durante cerimônia de posse do novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, a presidenta Dilma garantiu que o Governo dará continuidade à democratização do acesso às terras no Brasil. “Sem sombra de dúvida esse País precisa democratizar, e nós continuaremos nessa trajetória para milhões de trabalhadores e camponeses pobres que têm às vezes um pedaço insuficiente de terra para viver ou nenhum”, afirmou

:: Da redação14 de março de 2012 20:24

Brasil manterá democratização do acesso à terra

:: Da redação14 de março de 2012

A presidenta Dilma Rousseff afirmou, nesta quarta-feira (14/03), durante a posse do novo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, que o governo manterá a trajetória de democratizar o acesso à terra no Brasil.

“Sem sombra de dúvida esse País precisa de democratizar, e nós continuaremos nessa trajetória de democratizar o acesso à terra para milhões de trabalhadores e camponeses pobres desse país que têm às vezes um pedaço insuficiente de terra para viver ou nenhum, mas ao mesmo tempo nós queremos que a reforma agrária no Brasil contribua para esse caminho de sucesso, que é o caminho de um setor de pequenos agricultores familiares”, afirmou.

A presidenta disse, durante discurso, que o Brasil precisa da agricultura familiar para se “transformar em uma grande nação”.

“Se de fato nosso objetivo é construir uma nação desenvolvida (…) é fundamental olhar para a agricultura familiar como um dos elementos estratégicos para que o Brasil seja de fato essa nação desenvolvida, essa nação sustentável e sobretudo para que nós tenhamos um tecido social de fato de classe média, um tecido social de agricultores familiares que tenham acesso à riqueza, que sejam agricultores familiares e não agricultores pobres”, afirmou.

Dilma disse ainda que, no âmbito da reforma agrária, é preciso garantir condições aos assentados para que se tornem pequenos agricultores com capacidade de produção.

“A nova lógica da agricultura familiar não olha a reforma agrária pura e simplesmente como distribuição de terra, porque ela não pode ser só isso, a reforma agrária tem de ser a forma pela qual se garanta o acesso à terra, mas também que se garantam as condições de desenvolvimento para as populações que acedem a essa terra. De nada adianta a distribuição de terra e a permanência das populações rurais na extrema pobreza”, disse.

A presidenta disse também que o governo lançará nos próximos dias o Pronacampo, que será um programa voltado para a educação da população rural. Dilma concluiu o discurso agradecendo ao trabalho executado por Afonso Florence no Ministério do Desenvolvimento Agrário e desejando “boa sorte, muito sucesso e sobretudo muito trabalho” ao novo titular da pasta.

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