“Brasil não é presa fácil para a crise”, diz Dilma

:: Da redação28 de setembro de 2011 19:13

“Brasil não é presa fácil para a crise”, diz Dilma

:: Da redação28 de setembro de 2011

Ao firmar, hoje (28/09), compromisso com governadores e prefeitos da Região Norte para a efetivação do Plano Brasil sem Miséria, a presidenta Dilma Rousseff disse que os programas e políticas sociais do governo também são ferramentas para enfrentar a crise financeira mundial. Dilma disse ainda que o Brasil não é “presa fácil” para a crise.

“Somos uma parte substantiva dessa grande defesa que é nosso mercado interno, é isso que faz com que esse país, quando cresce, quando investe, quando consome e faz polítia social, não seja presa fácil da crise internacional. Nos temos força para enfrentar essa crise porque fizemos política de distribuição de renda que melhorou nosso país”. Segundo Dilma, o Brasil está mostrando que “crescer significa distribuir renda e distribuir renda significa crescer”.

Em Manaus, a presidenta lançou o Plano Brasil sem Miséria e assinou com os governos dos sete estados da Região Norte e associações dos municípios termo de compromisso para enfrentar a miséria na região.

Também foi regulamentado o Bolsa Verde, que integra o plano e prevê o pagamento trimestral de R$ 300 para famílias extrativistas. De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, a meta é atender a 18 mil famílias até o fim do ano e chegar a 75 mil famílias em 2014. Inicialmente o programa vai atender apenas à Amazônia Legal.

Ainda foi estabelecido acordo com supermercados da região para que adquiram produtos dos agricultores familiares.

Dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) apontam que 17% do público alvo do Plano Brasil sem Miséria está na Região Norte. A maioria da população pobre da região (56%) está na área rural. Lançado em junho deste ano, o plano tem a meta de retirar da extrema pobreza 16,2 milhões de pessoas.

A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campelo, disse que o combate à miséria na Região Norte tem como agravante o fato de a população estar mais dispersa.

Agência Brasil

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