Brasil precisa investir em defesa como os demais Brics, diz Celso Amorim

:: Da redação26 de abril de 2012 19:06

Brasil precisa investir em defesa como os demais Brics, diz Celso Amorim

:: Da redação26 de abril de 2012

O Brasil deve elevar gradativamente os investimentos em defesa até chegar a um padrão equivalente à média dos demais integrantes da formação original dos Brics – Índia, China e Rússia. Dessa forma, a estrutura da área terá um nível mais compatível com o novo peso do País no cenário internacional.

A afirmação é do ministro da Defesa, Celso Amorim, que, nesta quinta-feira (26/04) participou de audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

“Se queremos falar como um dos Brics, nosso orçamento de defesa vai ter que chegar à média dos orçamentos deles. E esta não é só uma questão de governo, mas da sociedade, que tem que entender que esses investimentos são importantes”, afirmou.

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Durante a audiência, o senador Aníbal Diniz (PT-AC) ressaltou a “necessidade premente” de novas bases militares na Amazônia, onde o tráfico de drogas tem se convertido, segundo observou, em uma “ameaça permanente a índios isolados”. Já o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) demonstrou preocupação com os possíveis desdobramentos da crise entre Israel e o Irã.

Cooperação

O ministro ressaltou a importância da cooperação em defesa com os demais países da América do Sul, que chamou de “zona de paz e segurança”. Citou, entre outras iniciativas, o interesse da Argentina pelo blindado Guarani e a discussão sobre a aquisição, pelo governo brasileiro, de lanchas blindadas para fazer a patrulha dos rios da Amazônia.

Ele demonstrou ainda sua preocupação com a África Ocidental – em especial com o golpe de Estado ocorrido há poucas semanas na Guiné Bissau. Além da solidariedade ao país de língua portuguesa, existe no caso uma preocupação com a segurança brasileira, uma vez que, como observou, a instabilidade política na Guiné Bissau pode levar esse país, situado a 3200 quilômetros do Brasil, a tornar-se um “Estado falido sujeito a ameaças do narcotráfico”.

Com informações da Agência Senado

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