Consciência ecológica

Campanha da Fraternidade: defesa dos biomas e da vida

Para a líder do PT, Gleisi Hoffmann (PR), o tema, de caráter ecumênico, reforça a necessidade de reflexão sobre o meio ambiente e o cuidado com os povos originários
:: Giselle Chassot2 de março de 2017 16:12

Campanha da Fraternidade: defesa dos biomas e da vida

:: Giselle Chassot2 de março de 2017

O tema da Campanha da Fraternidade deste ano reforça o compromisso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com a biodiversidade e os direitos das populações originárias. Para a líder do PT no Senado, Gleisi Hoffmann (PR),  destacar o assunto neste momento é extremamente importante. “A abrangência e relevância do assunto dão à Campanha da Fraternidade um caráter ecumênico, que não deve encontrar barreiras junto aos mais diversos credos religiosos”, disse a senadora, em sua página nas redes sociais.

Para ela, a compreender o desafio da conversão ecológica e reconhecer dos direitos dos povos nativos, suas culturas e seu modo de viver é parte essencial da compreensão sobre o desafio da conversão ecológica. Gleisi recordou a preocupação do Papa Francisco que lançou uma Encíclica em 2015, inspirada no cântico de São Francisco de Assis sobre a criação. No documento, ele chama a todos, independentemente de fé e crença, para refletir e repensar suas atitudes diante da crise ambiental que ameaça cada um.

A Campanha da Fraternidade é lançada anualmente pela Igreja Católica para marcar o período da Quaresma – quarenta dias até a celebração da Páscoa. O objetivo é despertar a solidariedade e a reflexão da sociedade sobre um problema comum a todos os brasileiros, buscando caminhos e soluções.

“Cada Campanha da Fraternidade quer nos ajudar a vivenciar a fraternidade em um campo específico da vida ou da realidade social brasileira que tem necessitado de maior atenção e empenho”

Cardeal Sérgio da Rocha

Em 2017, sob o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”, a Campanha busca alertar para o cuidado e o cultivo dos biomas brasileiros: Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa, Pantanal e Amazônia. Além disso, enfatiza o respeito à vida e a cultura dos povos que neles habitam. O lema escolhido para iluminar as reflexões é “Cultivar e guardar a criação”.

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, explicou  a importância do debate: “Cada Campanha da Fraternidade quer nos ajudar a vivenciar a fraternidade em um campo específico da vida ou da realidade social brasileira que tem necessitado de maior atenção e empenho, e este ano o tema escolhido é de grande notoriedade”, enfatizou. Ainda de acordo com ele, é preciso que as pessoas conheçam os biomas a fundo para poderem “contemplar a beleza e a diversidade”.

Ele reforçou a importância de valorizar e respeitar os povos originários, que definiu como “verdadeiros guardiões dos biomas”. “Nós precisamos valorizar, defender a vida e a cultura desses povos, mas também somos motivados a refletir sobre as causas dos problemas que afetam os biomas como, por exemplo, o desmatamento, a poluição da natureza e das nascentes. Necessitamos também refletir sobre a ação de cada um de nós e nossas posturas nos biomas onde estamos inseridos”, disse.

Reprodução autorizada mediante citação do site PT no Senado

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