Centro de Monitoramento e Alerta vigia cheias e seca

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais acompanha a subida do Rio Amazonas. O Cemaden vigia também o Semiárido nordestino.

 

:: Da redação15 de maio de 2012 15:00

Centro de Monitoramento e Alerta vigia cheias e seca

:: Da redação15 de maio de 2012

 

A cheia de enormes proporções na Amazônia vem exigindo medidas emergenciais dos governos federal, estadual e municipais. Como uma das principais estruturas do sistema nacional de prevenção e alertas, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI) acompanha ininterruptamente a subida do Rio Amazonas e de seus afluentes, bem como fatores que podem agravar seus impactos.

De acordo com o centro de monitoramento, o problema atual no Amazonas está diretamente relacionado ao ocorrido no Acre em fevereiro. O grande volume de água recebido pelo Rio Acre deflagrou a segunda maior cheia registrada no estado, que afetou principalmente a cidade de Brasileia. Foram afetadas mais de 140 mil pessoas.

“Nos últimos sete anos, tem-se observado uma exacerbação do ciclo sazonal de enchente e vazantes em rios amazônicos, com secas (2005 e 2010) e enchentes (2009 e 2012) que quebraram recordes históricos”, explica o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Carlos Nobre.

Além dos riscos à moradia e à integridade física dos habitantes, eventos como a atual enchente no Norte do País afetam o sustento da população ribeirinha, com a dificultação da pesca e o alagamento das áreas de várzea usadas pela agricultura, que frustra a safra dos pequenos produtores.

Mais de 20 municípios no estado do Amazonas já tiveram a situação de emergência reconhecida pela Secretaria Nacional de Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional. Estima-se que o pico da cheia deverá ser registrado no fim deste mês ou no início de junho.

O coordenador de Operações do Cemaden, Carlos Frederico Angelis, explica que, com relação a possíveis mortes, o momento mais preocupante será a baixa dos rios, quando podem ocorrer movimentação nas encostas ao longo do leito do rio Solimões e tributários. Na tradição de ocupação amazônica, muitas casas ficam nas margens dos cursos d’água.

O Cemaden, a Agência Nacional de Águas (ANA/MMA), o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad/MI), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet/Mapa) e o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) têm se reunido semanalmente para trocar informações e embasar a tomada de decisões em função das enchentes da Amazônia.

Seca

Ao mesmo tempo, o Cemaden monitora a situação do Semiárido nordestino, que passa por seca severa este ano. A população da área que deverá ser afetada, conforme estimativa do centro é de mais de 25 milhões, dos quais 7,8 milhões na área rural, distribuídos em 1.100 municípios de toda a região Nordeste.

“Choveu muito pouco no período tradicionalmente úmido”, comenta o coordenador Carlos Frederico Angelis. “Com isso, a região entrará na época seca em situação delicada, com nível baixo nos reservatórios. O pior está por vir. Tudo indica que haverá prejuízos para a população.”

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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