Cinco mil vagas de intercâmbio do Ciência sem Fronteiras na China

:: Da redação22 de junho de 2012 20:27

Cinco mil vagas de intercâmbio do Ciência sem Fronteiras na China

:: Da redação22 de junho de 2012

Serão oferecidas bolsas em áreas como engenharia, ciências da natureza e energia renováveis

 

Brasil e China assinaram acordo para intercâmbio de estudantes no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras, com a participação do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães. O documento, assinado na quinta-feira (21/06), no Rio de Janeiro, beneficiará até 5 mil estudantes brasileiros de 2012 a 2015.

A parte chinesa oferecerá, anualmente, 250 bolsas de estudos. O governo chinês isentará mensalidade e taxa de matrícula de 600 vagas. Pelo acordo, serão oferecidas bolsas em áreas como engenharia, ciências da natureza e energia renováveis. As vagas são para cursos de graduação, graduação-sanduíche e pós-graduação e estarão disponíveis em instituições que ofereçam aulas em inglês.

Os dois países também firmaram parceria para a criação de um centro de cultura brasileira na China e um centro de cultura chinesa no Brasil – o primeiro na América Latina. Além disso, outro acordo garante o desenvolvimento da pesquisa nas áreas de nanotecnologia, biotecnologia, telecomunicações, oceanografia e proteção ambiental. Também está previsto, no âmbito da ciência, tecnologia e inovação, acordo no setor aeroespacial para lançamento de dois satélites até o ano de 2013.

Acordo financeiro
Brasil e China também firmaram acordo que permite a realização de troca de moedas entre os dois países, em caso de necessidade. O entendimento foi acertado em reunião bilateral com a presidenta Dilma Rousseff e o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, durante a Rio+20. O acordo será formalmente assinado na próxima semana.

O protocolo define que China e Brasil terão a possibilidade de acessar até R$ 60 bilhões (US$ 30 bilhões) ou CNY 190 bilhões (yuans), conforme critérios técnicos a serem definidos pelos bancos centrais dos dois países. A iniciativa é um desdobramento da reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) realizada na última segunda-feira (19) em Los Cabos (México).

Na ocasião, os cinco países concordaram em dar início a discussões sobre a possibilidade de realização de trocas de moedas entre os países do grupo e também para a criação de um pool de reservas dos Brics, de modo a reforçar a solidez e solidariedade econômico-financeira desses países, fortalecendo-os diante de crises internacionais. Juntos, os Brics possuem o maior volume de reservas do mundo, com US$ 4,5 trilhões.

 

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