Com Dilma, renda de empregado privado sobe mais que a de servidor

:: Da redação2 de abril de 2013 15:26

Com Dilma, renda de empregado privado sobe mais que a de servidor

:: Da redação2 de abril de 2013

Em 2011 e 2012, a renda dos trabalhadores do setor privado com carteira assinada teve uma alta real (acima da inflação) acumulada de 8,2%; a dos funcionários públicos, de 7,9%. Considerando apenas o ano passado, a alta na área privada foi de 5,3%, enquanto no setor público atingiu 2%. Esses números, apurados pela mostram dados da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam para a inversão da tendência registrada no governo Lula (2003 – 2010), quando os ganhos médios dos servidores subiram 32,6% em termos reais, contra 9,3% dos empregados regidos pela Consolidação das Leis do trabalho.

Parte do aumento do setor privado verificado no governo Dilma é consequência direta do crescimento econômico registrado no último ano de Lula. Em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 7,5%, levando a um reajuste de 14,13% do salário mínimo, em 2012—o cálculo para o reajuste do mínimo tem como referência a inflação do ano anterior e o PIB dos dois anos anteriores. Esse reajuste atinge diretamente a média salarial do setor privado. Na área pública, a proporção de pessoas que ganham o piso é menor. Como no ano passado o PIB cresceu menos (apenas 0,9%), em 2014 o reajuste do mínimo será menor e puxará menos a alta salarial do setor privado.

Outro fator que influencia os números apurados pelo IBGE é que o alto grau de formalização dos trabalhadores no setor privado, entre 2003 e 2010, puxou para baixo a média dos vencimentos dos empregados regidos pela CLT, já que cada vez que uma pessoa sai da informalidade e passa a ganhar o salário mínimo com carteira assinada—e passa a contar nas estatísticas — a renda média dos empregados privados diminui. 

Revertendo o arrocho
Durante os oito anos da gestão Lula, o governo trabalhou para reverter um longo histórico de arrocho salarial vivido pelo funcionalismo público, setor no qual a maioria das categorias — representando cerca de 80% do total de servidores — não teve qualquer reajuste salarial ao longo do governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso. Em alguns casos, a reposição das perdas exigiu reajustes somados de até 576%, entre 2003 e 2010, como foi o caso dos pesquisadores em topo de carreira do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

O compromisso do governo Lula era de que nenhum servidor público federal chegaria ao final de seu mandato tendo recebido um reajuste inferior à inflação do período. Como explicou o então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, essa política era necessária para atrair e manter servidores com grau de qualificação à altura do bom exercício das funções públicas.

Com informações do www.achadoseconomicos.com.br

 

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