Com medidas econômicas, PIB da indústria cresce 1,1%

Ações do Brasil Maior como a desoneração da folha de pagamentos das empresas e redução das alíquotas do IPI impulsionaram o reaquecimento da indústria brasileira. A agropecuária cresceu 2,5%. Segundo o IBGE, o PIB no trimestre cresceu 0,6%.



:: Da redação30 de novembro de 2012 14:22

Com medidas econômicas, PIB da indústria cresce 1,1%

:: Da redação30 de novembro de 2012

Quando decidiu desonerar a folha de pagamentos das empresas e reduzir as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), duas ações inseridas no âmbito do programa Brasil Maior, o governo tinha a certeza que a economia iria reagir diante do cenário de indefinição por conta da crise financeira mundial. E o resultado – os primeiros – se verifica com a reação da indústria no terceiro trimestre deste ano. Houve um crescimento de 1,1% ante o segundo trimestre. A atividade da agropecuária, também beneficiada pelas medidas, cresceu 2,5%. 

De acordo com o levantamento divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto cresceu 0,6% no terceiro trimestre quando comparado com o segundo trimestre do ano. No caso da indústria, o crescimento teve influência do bom desempenho do setor de transformação (1,5%) e pela construção civil (0,3%).

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No terceiro trimestre a despesa de consumo das famílias cresceu 0,9%, enquanto que a despesa de consumo da administração pública permaneceu estável. Na comparação com o terceiro trimestre de 2011, o PIB de maneira geral cresceu 0,9%, onde a agropecuária subiu 3,6% graças à performance positiva de itens como o café e o milho que apresentaram maior produção e produtividade, de 14,5% e 27,1%, respectivamente.

A indústria que teve queda de 2,4% no segundo trimestre de 2011, recuou para 0,9% na comparação com o terceiro trimestre deste ano, por causa da diminuição da atividade de extração mineral e da indústria de transformação.

O PIB no terceiro trimestre deste ano atingiu R$ 1,1 trilhão. A agropecuária contribuiu gerando uma riqueza de R$ 46,2 bilhões; a indústria com R$ 250,6 bilhões; os serviços com R$ 633,9 bilhões; a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), com R$ 205 bilhões, enquanto que a despesa de consumo das famílias representou R$ 692,2 bilhões e a despesa de consumo da administração pública foi de R$ 220,1 bilhões.

O PIB, no acumulado do ano – janeiro a setembro – cresceu 0,7% em relação a igual período do ano passado; a agropecuária caiu 1%; a indústria recuou 1,1%, enquanto que o setor de serviço cresceu 1,5%. A Formação Bruta de Capital Fixo recuou 3,9% nessa comparação e a despesa de consumo das famílias cresceu 2,8% e o da administração pública, 3,2%.

FBCF

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) é um dos mais importantes indicadores da economia de qualquer país. Quando cresce, é sinal que os empresários estão investindo recursos na ampliação de suas plantas industriais, comprando máquinas e equipamentos para produzir mais, exportar mais e vender mais no mercado interno. Acontece que no terceiro trimestre deste ano houve uma queda de 5,6% em relação ao terceiro trimestre de 2011, basicamente por causa da queda da importação e da produção interna de máquinas e equipamentos. Mesmo assim, com todo o cuidado que esse indicador representa, a taxa de investimento foi de 18,7% do PIB.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem afirmado que confia na recuperação da economia a partir do segundo semestre do ano, por conta das medidas de incentivo. Os primeiros resultados estão saindo e o desempenho no terceiro e quatro trimestres deste ano mostram que o PIB deve começar bem em 2014.

Marcello Antunes

Veja a pesquisa completa do IBGE 

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