Economia atacada

Construção civil e pesada encolheram 85% com Lava Jato

Hoje aniquilado, setor transformou-se em player internacional, chegando a representar 2,5% do mercado mundial
:: Fernando Rosa2 de julho de 2019 17:27

Construção civil e pesada encolheram 85% com Lava Jato

:: Fernando Rosa2 de julho de 2019

A receita líquida das maiores construtoras brasileiras encolheu 85% em 3 anos. A informação é do jornal Valor Econômico, publicada nessa segunda-feira, 1 de julho. A construção pesada é historicamente responsável por cerca de 50% da formação de capital no Brasil (montante de bens de produção utilizados no processo produtivo). A publicação considerou as empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Galvão Engenharia, UTC Engenharia e Constran.

Em recente palestra para empresários em São Paulo, o diretor da Rede Bandeirantes João Saad acusou a Lava Jato de ter promovido “a destruição de grandes empresas, de setores inteiros” da economia nacional. Ele defendeu o combate à corrupção, com punição dos responsáveis, mas com preservação das empresas. O que não ocorreu com a operação indevidamente comandada pelo juiz Sergio Moro.

“É preocupante que setores da economia brasileira tenham sido inteiramente desmantelados por uma operação policial cujo pretexto era combater o crime organizado. Estamos assistindo à destruição da construção civil”, adverte o senador Jean Paul Prates (PT-RN). Hoje aniquilado, nas últimas décadas o setor transformou-se em um player internacional, chegando a representar 2,5% do mercado mundial da construção civil. De acordo com especialistas ouvidos pelo jornal, a empresas deverão sobreviver, mas com um tamanho muito inferior.

[blockquote align=”none” author=”Senador Jean Paul Prates (PT-RN)”]”É preocupante que setores da economia brasileira tenham sido inteiramente desmantelados por uma operação policial cujo pretexto era combater o crime organizado. Estamos assistindo à destruição da construção civil”[/blockquote]

Nesta semana, setores oficialistas da mídia também divulgaram informações sobre “obras paradas” no país, tentando responsabilizar os governos anteriores. São obras de pequeno porte, condomínios do Minha Casa Minha Vida, com graves prejuízos sociais. Mas também obras estratégicas para a economia como usinas, refinarias, portos e estradas. O aniquilamento do setor desempregou diretamente cerca de um milhão de trabalhadores.

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