COP 19: Brasil propõe novo mecanismo para medir aquecimento global

:: Da redação12 de novembro de 2013 17:12

COP 19: Brasil propõe novo mecanismo para medir aquecimento global

:: Da redação12 de novembro de 2013

O objetivo, segundo a proposta brasileira, será
a definição de metodologia simples para
quantificar o acúmulo histórico de emissões
dos países (Agência Brasil)

Qual a participação de cada país no aquecimento global? É isto que o Brasil quer saber e vai cobrar durante a 19ª Conferência das Partes de Mudanças Climáticas, a COP 19, iniciada nesta segunda-feira (11/11), em Varsóvia, capital da Polônia. A comitiva brasileira vai negociar a adoção de novo mecanismo de medição, além de outros aspectos ligados ao acordo climático que deve ser assinado até 2015 para valer a partir de 2020.

“O desafio é encontrar soluções inovadoras que permitam a convergência, sem esquecer as distinções entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento”, afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que deve integrar a delegação brasileira a partir da próxima semana, quando ocorrerão as reuniões de alto nível. A cúpula começou com o nível técnico.

O objetivo, segundo a proposta brasileira, será a definição de metodologia simples, por parte do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), para quantificar o acúmulo histórico de emissões dos países. “A responsabilidade histórica dos países é uma questão que pode dificultar as negociações” acrescentou. “Esperamos que seja criada uma ferramenta para que todos possam convergir.”

Posição de destaque

Os bons resultados brasileiros nas ações de combate ao aquecimento global colocam o País em evidência. O desmatamento caiu 84% em 2012 em relação a 2004, quando foi iniciado o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm). Além disso, em 2010, o Brasil reduziu em cerca de 10% das emissões de gases de efeito estufa, em comparação aos dados de 1990. “É o dobro, em termos percentuais, do que os países desenvolvidos, juntos, se comprometeram a reduzir”, analisou o diretor de Mudanças Climáticas do MMA, Adriano Santhiago.

Os esforços do Brasil se deram em caráter voluntário, ao contrário do que ocorre com determinados países desenvolvidos, obrigados pelo Protocolo de Kyoto a reduzir em 5% as emissões com base nos dados de 1990. Firmado em 1997 na cidade japonesa, o pacto teve, inicialmente, a adesão de 37 países desenvolvidos, que assumiram diferentes compromissos dentro da meta global de diminuição. Apesar de estar fora do grupo, o Brasil assinou voluntariamente o protocolo e definiu metas próprias de redução no território nacional.

COP 19

A COP é o órgão máximo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), criada, no Rio de Janeiro, em 1992, na Conferência da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92). Os governantes e gestores dos mais de 170 países membros da UNFCCC se reúnem, todos os anos, para elaborar propostas de mitigação e adaptação e para acompanhar as ações e acordos estabelecidos.

Apesar de ser considerado um fenômeno natural, o efeito estufa tem sofrido alterações que se tornaram as causadoras do aquecimento global. As mudanças decorrem do aumento descontrolado das emissões de gases poluentes, entre eles o dióxido de carbono e o metano. A liberação dessas substâncias na atmosfera ocorre por conta de diversas atividades humanas e econômicas, entre elas o transporte, o desmatamento, a agricultura e a pecuária.

Com Ministério do Meio Ambiente

Leia mais:

Aníbal Diniz representará Senado na COP 19, em Varsóvia

Dilma lança Plano Brasil Ecológico com investimentos de R$ 8,8 bilhões

Dilma: Brasil é o país que mais tem feito pela redução do efeito estufa


Leia também