Copa ganha reforço na segurança com Centro de Cooperação de Polícias

Todas as polícias países que disputam a Copa enviaram seus agentes especiaisFoi inaugurado hoje, em Brasília, o Centro de Cooperação Internacional de Polícias (CCPI) que terá por objetivo dirigir as ações de segurança durante a Copa do Mundo. Sob a coordenação da Polícia Federal, 220 policiais de vários países vão trabalhar na segurança dos torcedores e das delegações, em todas as doze cidades-sedes do mundial.

:: Da redação10 de junho de 2014 21:54

Copa ganha reforço na segurança com Centro de Cooperação de Polícias

:: Da redação10 de junho de 2014

 

Segundo informa a Agência PT de Notícias, os policiais estrangeiros farão a segurança de suas delegações e também estarão presentes nos estádios. Em todas as ações os representantes das polícias estrangeiras deverão estar fardados com os uniformes operacionais usados em seus respectivos países.

O grupo vai atuar, ainda, no combate à exploração sexual de menores e na vigilância das torcidas violentas. Um banco de dados vai contribuir com informações sobre torcidas de cada país que participa do evento. Nesses dados constam os nomes dos torcedores que costumam se envolver em badernas nos estádios de futebol ao redor do mundo. Apenas da Argentina foram enviados 2,1 mil nomes de pessoas com histórico de violência e elas poderão ter a entrada negada no Brasil.

Além do Brasil e dos 31 países que disputarão a Copa do Mundo, o Centro de Cooperação Internacional terá representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), da Interpol (a polícia criminal internacional) e da Ameripol, associação que reúne policias de 30 nações da América Latina. Países como Moçambique, Venezuela, Angola, Tanzânia, Catar e Peru, embora as equipes de futebol não participem da competição, também enviaram agentes para integrar o grupo. “O objetivo é congregar os esforços internacionais para garantir maior segurança na Copa do Mundo”, garantiu o coordenador-geral de Cooperação Internacional da PF, Luiz Cravo Dórea.

Segundo ele, durante mais de um mês os 220 policiais vão trocar informações com as autoridades brasileiras e com representantes de outras nações. Os bancos de dados estrangeiros serão compartilhados para a verificação de documentos e registros criminais. Isso possibilitará à PF tomar medidas judiciais de imediato. Pelo menos três integrantes das comitivas de cada país ficarão sediados no CCPI, em Brasília, visualizando, por meio de câmeras, todos os estádios e os deslocamentos de suas seleções, por meio de um vídeo wall, com telões gigantes. Em média, cada delegação dos países participantes trará ao Brasil sete policiais.

Informações da Agência PT de Notícias

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