Copom prevê recuo de 16% no preço da conta de luz

:: Da redação17 de outubro de 2013 16:32

Copom prevê recuo de 16% no preço da conta de luz

:: Da redação17 de outubro de 2013

O Banco Central divulgou hoje a ata da recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que é uma avaliação das tendências do comportamento da inflação. Dentre as hipóteses, o Copom estima que haverá um recuo de aproximadamente 16% na tarifa residencial de eletricidade, a conhecida conta de luz, por conta dos impactos diretos da retirada de encargos numa iniciativa levada adiante pela presidenta Dilma. Embora os olhares da mídia tenham ficado para outra hipótese, de previsão de reajuste no preço da gasolina mantida em 5% para este ano, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou há uma semana que a palavra final do aumento ou não cabe ao Conselho de Administração da Petrobras.

O Copom, por sua vez, projeta que haverá aumento de 2,5% no preço do gás de cozinha (butijão), enquanto que a tarifa de telefonia fixa ficará 1% mais barata no acumulado deste ano. Segundo o BC, as previsões acima já eram previstas na ata do Copom em agosto, ou seja, não mudou muita coisa.

Já sobre os reajustes dos preços administrados por contrato, no acumulado deste ano, tiveram recuo para 1,5%, ficando 0,3 ponto percentual abaixo do valor considerado na reunião passada do comitê. A previsão é de um reajuste de 4,5% em 2013. De acordo com a ata, a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve uma ligeira alta, passando de 5,80% para 5,82%, e de 5,84% para 5,95% para o ano que vem. Em relação à taxa de câmbio, a hipótese aventada pelo Copom é a manutenção de um valor de R$ 2,20 por dólar e uma taxa Selic em 9%, no que os técnicos chamam de horizonte relevante.

Em um cenário central, o Copom prevê um ritmo da atividade doméstica mais intenso neste e no próximo ano, por conta dos indicadores que apontam a retomada dos investimento e a continuidade do crescimento do consumo das famílias, em virtude, principalmente, do vigor do mercado de trabalho. “De modo geral, a absorção interna vem se expandindo a taxas maiores do que as de crescimento do PIB e tende a ser beneficiada pelos efeitos de ações de política fiscal, pela expansão da oferta de crédito para as pessoas físicas e empresas, e pelo programa de concessão de serviços públicos”, diz a ata do Copom.

 

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