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Basta de desemprego: CUT convoca paralisação geral para 10 de agosto

Protesto contra a degradação da qualidade de vida promovida pelo golpe de Temer também cita desemprego,carestia, privatizações do patrimônio público, a retirada de direitos e a perseguição política ao ex-presidente Lula
:: Cyntia Campos23 de julho de 2018 17:02

Basta de desemprego: CUT convoca paralisação geral para 10 de agosto

:: Cyntia Campos23 de julho de 2018

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) convoca paralisação geral para 10 de agosto. A manifestação é um protesto contra o desemprego, o aumento dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis, a ameaça de novas privatizações do patrimônio público, a retirada de direitos trabalhistas e a perseguição política ao ex-presidente Lula.

Entre as formas de protesto, a CUT orienta os trabalhadores e trabalhadoras a realizarem paralisações em seus locais de trabalho, atrasos de turnos e manifestações públicas. Também está sendo convocado um grande ato na Avenida Paulista, em São Paulo, que deverá ocorrer em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). A entidade patronal financiou os atos liderados pelo pato amarelo a favor do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff.

Para a CUT, a para a saída da crise na qual o Brasil mergulhou a partir do golpe de 2016 é a retomada de um projeto de governo democrático que defenda os direitos da maioria dos brasileiros. Para concretizar isso, alerta a central, é essencial garantir o direito de Lula ser candidato Presidência da República no pleito de outubro deste ano.

Descalabro pós-golpe

No documento convocatório às paralisações de 10 de agosto, a CUT lembra que a taxa de desemprego no Brasil praticamente dobrou desde o final de 2014, quando recrudesceram as movimentações da direita para desestabilizar o governo Dilma. Naquela época, o País registrava 6,5 milhões de desocupados. Em maio de 2018, este número já saltou para 13,2 de pessoas sem emprego.

Esse cenário alarmante é agravado pela precarização das condições de trabalho e a perda de direitos decorrente da aprovação da reforma trabalhista patrocinada por Michel Temer. Além disso, o aumento do custo de vida fecha ainda mais o cerco sobre a qualidade de vida de quem depende de seu trabalho para sustentar a si e à família. A gasolina subiu 50%, o diesel 52,15%. A energia elétrica subiu 18,8% em 12 meses.

Material de propaganda

Para auxiliar a convocação dos protestos de 10 de agosto, a CUT elaborou uma série de peças que ajudam a explicar os motivos da paralisação e a organizar atividades em todo o País. Os arquivos com esse material podem ser baixados da página da CUT Nacional (clique aqui).

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