Dados Caged: emprego formal mostra recuperação em abril

A economia brasileira deu sinais de aquecimento em abril, com a criação de 216.974 vagas com carteira assinada.

 

:: Da redação18 de maio de 2012 17:48

Dados Caged: emprego formal mostra recuperação em abril

:: Da redação18 de maio de 2012

 

A economia brasileira deu sinais de aquecimento em abril, com a criação de 216.974 vagas com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (17), pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O número corresponde a um crescimento de 0,57% em relação ao estoque do mês anterior.

O valor é o menor para este mês desde 2009, mas é o maior saldo de 2012. Segundo o Ministério do Trabalho, a taxa “demonstra a manutenção da trajetória de expansão dos postos de trabalho formais. Pela primeira vez no ano foi verificado crescimento em todos os oito setores da economia”.

A pesquisa revela que abril foi o primeiro mês de 2012 em que todos os oito setores pesquisados registraram mais admissões do que demissões. O setor serviços manteve a liderança, com a contratação de 82.875 empregados, seguido da construção civil, com a admissão de 40.606 trabalhadores. Em terceiro lugar, ficou o comércio, com 33.704 contratações, seguido pelo setor industrial, com 30.318 admissões.

Acumulado do ano e regiões

No acumulado do ano, há um acréscimo de 702.059 postos de trabalho, ou a expansão de 1,85% no estoque de empregos. Nos últimos 12 meses, o crescimento foi de 4,64%, equivalente à criação de 1.713.410 postos de trabalho. No período de janeiro de 2011 a abril de 2012, foi registrado um saldo de 2.706.201 novos postos de trabalho, o que significa um aumento de 7,54%.

Em números absolutos, o setor de Serviços, com 82.875 postos (+0,53%) liderou a geração de empregos no mês. Na Construção Civil foi registrado saldo recorde, com a criação de 40.606 novos postos (+1,36%). O Comércio, com 33.704 postos (+0,40%) e a Indústria de Transformação, com 30.318 novos empregos (+0,37%) também foram destaques positivos.

Os dados do Caged também mostram uma elevação no nível do emprego em quatro das cinco regiões geográficas, com destaque para o Sudeste, onde foram gerados 142.612 novos postos (+0,69). A única região com saldo negativo foi a Nordeste que, influenciada pela presença de fatores sazonais relacionados às Atividades Sucroalcooleiras, registrou redução de 4.924 postos de trabalho, um declínio de 0,08% no estoque de assalariados celetistas.

A redução de postos ocorreu, principalmente, em Alagoas (-13.274), Sergipe (-2.188 postos) e Pernambuco (-2.127 postos).

Números por estados 

Entre as unidades da federação, 21 registraram elevação no nível de emprego. Os maiores saldos positivos ocorreram em São Paulo, com 85.346 postos gerados (+0,70%), Minas Gerais, com mais 28.886 empregos (+0,71%) e no Paraná, que registrou 20.923 novos postos (+0,82%). Dos seis estados que reduziram o emprego, quatro são do Nordeste (AL, SE, PE e RN), influenciados por fatores sazonais negativos, e dois do Norte (RO e RR).

Também houve expansão do emprego nas nove áreas metropolitanas, com a criação de 72.604 postos de trabalho em abril, um aumento de 0,46%. As áreas que mais se destacaram, em termos absolutos foram: São Paulo, com 28.010 postos (+0,43%), Rio de Janeiro, com 14.235 (+0,52%) e Belo Horizonte, com mais 9.008 (+0,56%) empregos celetistas.

No interior dos estados destes aglomerados urbanos, o crescimento no emprego foi de 0,78% (+107.835 postos de trabalho), superior ao verificado no conjunto das áreas metropolitanas. Os interiores dos estados que mais se sobressaíram foram: São Paulo, (57.336 postos ou +1,00%), Minas Gerais (19.878 postos ou  + 0,80%) e Paraná (14.823 postos ou +0,98%).

O desempenho positivo também foi verificado a partir das declarações de 813.579 estabelecimentos, que informaram 1.798.101 admissões e 1.581.127 desligamentos, ambos os maiores para o período.

 

 

O resultado geral esta disponível aqui 

 

Também estão disponíveis saldos por municipios e estados  

 

Brasil mantém mercado de trabalho em alta

 

Ministério do Trabalho e Emprego

 

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